Mitos e verdades sobre amamentação - reprodução internet
Mitos e verdades sobre amamentaçãoreprodução internet
Por O Dia
Principal alimento na primeira fase da vida, o leite materno deve ser oferecido como alimento exclusivo até o 6º mês de vida do bebê. A partir daí, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam que a criança receba outros alimentos em sua dieta diária, na qual o leite materno entra como um complemento preferencialmente até os 2 anos de idade.

Em 2017 foi sancionada a Lei Federal nº 13.435, que instituiu agosto como o mês do aleitamento materno. O “Agosto Dourado" tem como objetivo intensificar ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. De acordo com especialistas, a amamentação reduz em 13% a mortalidade infantil e evita o desenvolvimento de doenças crônicas em crianças. Além disso, o aleitamento materno protege a mãe, diminuindo o risco de ela desenvolver câncer de mama ou ovário e hemorragias pós-parto. Outro benefício é a perda de peso mais rápida no período pós-parto.

A médica e pediatra do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica e da CDPI – que integram a Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil –, Natasha Slhessarenko, destaca que o leite materno tem todos os nutrientes, vitaminas e minerais necessários para garantir a saúde do bebê até os 6 meses de vida, dispensando outros complementos alimentares ou água durante esse período. “Há um equilíbrio na quantidade e na qualidade das proteínas, gorduras e açúcares presentes no leite materno. Outro ponto importante é que a criança recebe pelo leite todos os anticorpos da mãe, o que reforça a sua imunidade”, explica.


Listamos abaixo os principais mitos e verdades sobre a amamentação:

O leite materno deve ser oferecido em livre demanda.

VERDADE! O Ministério da Saúde recomenda que o leite materno seja oferecido em livre demanda e conforme a vontade do bebê. Não existe um horário ou frequência para amamentar. Porém, deve-se observar se a criança está realmente com fome ou se está usando o bico do seio materno como substituto para a chupeta. Outro ponto importante é ficar atenta se durante a mamada o seio se esvaziou, pois isso garante que a criança tenha recebido o leite anterior – que hidrata e mata a sede – e o posterior – que é rico em gordura e sacia o bebê.

Existem alimentos que estimulam a produção de leite materno.

MITO! Não há comprovação científica de alimentos capazes de aumentar a produção do leite materno. O recomendado é que a lactante beba maior quantidade de líquidos durante o período de amamentação, pois isso, aliado às mamadas do bebê auxilia no aumento natural dessa produção.

A mãe deve fazer dieta restritiva durante o período de amamentação.

MITO! A mãe deve manter uma rotina saudável e equilibrada. Não há necessidade de restrição na dieta. Deve-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas, café, chocolate e alimentos ricos em açúcar, pois eles podem estar relacionados a possíveis cólicas do bebê. Porém, é importante observar e testar a causa do desconforto antes de retirar qualquer alimento da dieta.

A pega do bebê no seio influencia a produção de leite materno.

VERDADE! A pega adequada – quando o bebê abocanha corretamente a aréola, com o queixo encostado no seio – garante que a criança esteja bem alimentada, evita machucados nos seios, mastites e estimula a produção de leite.

Amamentar auxilia na perda de peso pós-parto.

VERDADE! Amamentar aumenta o gasto energético da mãe, por isso algumas mulheres perdem peso com rapidez durante a lactação. Para alcançar este resultado, o importante é manter uma alimentação balanceada ao longo do dia.