Maria Zilda lança livro de memórias sobre a adolescência e a carreira

Em 'A Caçadora de Amor', atriz recorda sua juventude reprimida pela mãe e diz que o escritor João Ubaldo foi a pessoa que melhor lhe tratou na vida

Por Lucas França*

Livro
Livro "A Caçadora de Amor", de Maria Zilda Bethlem -

Rio - Com 45 anos de carreira e mais de 40 atuações em novelas e séries, a atriz Maria Zilda Bethlem dá mais um passo artístico. Ela é a autora de 'A Caçadora de Amor', livro que reúne memórias, relatos e impressões sobre o cotidiano que viveu. Hoje, Maria Zilda completa 66 anos e comemora o aniversário na noite de autógrafos, às 20h, no Bistrô Paris 6, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. As histórias, segundo ela, chegam ao leitor "sem preocupação, com muita honestidade, verdade e amor".

A atriz conta que o livro não é feito em um formato de autobiografia, "daquele jeito nasceu, cresceu, morreu", como ela brinca. Sem linearidade, as 187 páginas da obra falam da infância, narram a passagem da atriz por Nova York, entre outros episódios. Ela defende que o livro é um compilado de "contos". Desde quando começou a escrever as lembranças sem pretensão, há cerca de três anos, Maria Zilda tem encarado o processo como uma maneira de fazer terapia.

"Quando você se distancia de uma situação, a vemos de outra forma, acabamos fazendo uma releitura do que aconteceu. Por isso chamei de terapia. Quando fazemos análise, a gente vê as coisas do passado e de que forma elas nos influenciaram", explica a autora.

Temas como o contato de Maria Zilda com o escritor João Ubaldo Ribeiro, que ela diz no livro ter sido "a pessoa que mais me tratou bem na vida", ou então a dedicação dela aos orixás, quando escreve sobre fé e crenças, são um prato cheio para o leitor.

Em determinado trecho, a atriz conta que na juventude foi "muito reprimida pela mãe", Nilda Bethlem. Mais adiante no texto, ela revela que, mesmo com a relação conturbada, tinha muita admiração pela mãe, uma mulher "muito carinhosa". Revisitar esses momentos foram, para a atriz, um ato de coragem e autoconhecimento.

"Escrever sobre você mesmo é difícil, um desafio. Tive que relembrar coisas desagradáveis, foi um exercício de coragem, tudo é muito íntimo. Fico feliz de ter feito. Mesmo quando falo dos momentos em relação à minha mãe, não são de desanimar. São histórias que aconteceram", revela.

Situações delicadas não são incomuns com Maria Zilda. Recentemente, convidada no programa 'Mais Você', ela disse a Patrícia Poeta e Fabrício Battaglini, substitutos de Ana Maria Braga, que estava "frustrada por não ver a carinha" da tradicional apresentadora naquele dia. Depois da polêmica, a atriz pediu desculpas a Patrícia, como forma de encerrar o assunto.

Signo do amor

O título 'A Caçadora de Amor' vem do mapa astral de Maria Zilda. Libriana, ela relembra que tanto o signo quanto o ascendente, em touro, são regidos por Vênus, a deusa do amor. "Eu sou amor da cabeça aos pés. Sem esse valor não tem sentido, passei a minha vida sempre em busca disso", explica a artista. Escolher o título também ajudou a sintetizar a ideia do livro. "Se eu fosse falar sobre aquilo tudo que fiz, não ia acabar nunca", frisa.

O livro já está disponível para vendas online no site da Amazon. A expectativa de Maria Zilda é continuar fazendo as pessoas rirem e chorarem com suas memórias. "Elas vão se divertir, se emocionar e se identificar. Não sou só eu que vivi situações na infância e adolescência, vai haver identificação", comemora.

 

*Estagiário sob supervisão de Paulo Ricardo Moreira

 

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