A era das rasteirinhas já começou - Reprodução / Shutterstock
A era das rasteirinhas já começouReprodução / Shutterstock
Por iG

Um dos símbolos máximos de feminilidade, o salto alto vive um momento de decadência e testemunha a ascensão das rasteirinhas como expressão de uma era em que as mulheres pensam e agem diferente e almejam se apresentar socialmente nos próprios termos.

"Eu não diria que uso a rasteirinha por ser feminista, até porque não me considero lá muito feminista, mas uso porque me sinto bem mesmo. Para mim não é concebível ficar horas de salto por dia. Tem quem goste, mas eu sou da opinião que mulher nenhuma deveria se sujeitar a isso", observa a empresária paulista Giuliana Soares, de 32 anos.

Uma pesquisa do portal WGSN, especializado na identificação de tendências, mostra que os sapatos sem salto já representam 41% do total de calçados no país. O levantamento aponta o feminismo como um dos fatores para a ascensão desse calçado e do encolhimento do mercado de salto alto.

A personal stylist Giovanna Salinas credita a mudança de comportamento aos novos padrões e rotinas das mulheres.

"O conceito de elegância se diversificou bastante e o salto alto, que era praticamente uma unanimidade, hoje é apenas uma opção. E não necessariamente a melhor", defendeu.

Giuliana Soares conta que abriu mão do salto alto há mais de 10 anos e não se arrepende. Tênis e rasteirinhas compõem o figurino.

"Conforto e elegância combinam e acho que hoje a sociedade está mais consciente disso", conta.

Qualidade e preço bom

Rasteirinhas estão vivendo sua primaverashutterstock

No embate direto, o salto alto ainda perde da rasteirinha na durabilidade e no preço. Uma rápida espiada na loja virtual da Amazon, nos setores de salto alto e rasteirinhas, ajuda a entender o porquê dessa revolução já não tão silenciosa.

"As mulheres não vão abandonar o salto alto. Tem um charme e um significado de feminilidade que jamais vão se perder, mas vivemos o momento das rasteirinhas", conclui Salinas.

Você pode gostar
Comentários