Cantora Gabi Mussi - Divulgação
Cantora Gabi MussiDivulgação
Por O Dia
Publicado 20/09/2020 00:00 | Atualizado 20/09/2020 12:20

Rio - A cantora Gabi Mussi não tem medo de mudanças! A artista, que até bem pouco tempo exercia a profissão de advogada, acaba de lançar a música 'Contramão', e nela, aborda a história de uma mulher que sabe o que quer, e que não aceita um relacionamento que não respeite a sua grandeza. Uma mulher madura e que não cai nas artimanhas de um homem.

A canção caminha em total acordo com o momento que Gabi vive. Aos 34 anos, casada e com dois filhos, ela não pensou duas vezes ao deixar de lado a carreira no Direito e se jogar na sua maior paixão: a música. "A minha história com a música e a minha decisão de girar o leme apesar de toda a minha trajetória de vida mostram que o empoderamento está presente na minha personalidade. Contramão mostra o meu amadurecimento artístico, e é um marco na busca pela minha descoberta enquanto cantora. Nela me sinto livre para usar todas as minhas referências, que vêm da MPB, do R&B, do soul. Deu uma mistura boa, que não poderia ser mais a minha cara!

Com o quinto single lançando, Gabi conta que tem muitas referências na música e sempre foi eclética quando o assunto é estilo musical. "Amy Winehouse, Alicia Keys, Beyoncé, Iza, Tim Maia, Sandra de Sá, Cartola, Gil, a tropicália inteira. Cresci ouvindo. Sempre fui muito eclética e curiosa na música. Gosto de musicalidade, de ouvir instrumentos diferentes. Cursei o Conservatório Brasileiro de Música, estudei música clássica e lá aprendi a ouvir instrumentos e a gostar de todos. Na adolescência, fui roqueira e metaleira, ouvia Nirvana, Red Hot Chilli Peppers, Metallica. Surfei por todas as ondas", brinca.

Considerada uma poderosa ferramenta de luta pelo feminismo, 'Contramão' entrega a identificação de Gabi com esse movimento. "Sou feminista sim. Tive uma criação muito machista, e pude perceber o quanto isso me limitou em todos os sentidos. Levou anos para que eu me libertasse daqueles padrões de comportamento que todos achavam certo, de subserviência feminina. Ao longo da vida, vivi relacionamentos abusivos em várias esferas, não somente a afetiva, mas também na profissional. Precisei amadurecer para entender que esse poderia até ser o padrão, mas que estava errado", avalia a artista.

Mãe de João Pedro, de 3 anos, e Davi, de 1, a cantora acredita que a missão para criar homens menos machistas começa na infância. "Quando me tornei mãe de meninos, senti a minha responsabilidade social aumentar. São nos detalhes do dia a dia que criamos seres humanos melhores, desde o primeiro dia de vida. É na participação no trabalho doméstico, na observação da relação dos pais, no entendimento dos limites, nas ausências de brincadeiras machistas. Falo muito sobre masculinidade tóxica e evito criar meus filhos nessa atmosfera", diz ela.

"Na minha casa, meninos vestem a cor que quiserem, brincam com o que quiserem, são livres pra dançar, cantar, para serem crianças na sua plenitude, sem essas limitações idiotas de que menino tem que ser violento, não pode brincar de panelinha, não pode gostar de rosa. Eu acredito e espero que nessa geração as meninas cresçam diferentes, empoderadas e livres. Então, eu entendo também que preciso preparar os meus filhos pra viver em um mundo diferente do mundo dos avós deles, onde ser machista será motivo de vergonha", finaliza Gabi.

 

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