A policial militar Cristina Fernandes da Silva patrulhando as ruas do RJ - Arquivo Pessoal
A policial militar Cristina Fernandes da Silva patrulhando as ruas do RJArquivo Pessoal
Por O Dia
Desde março, o Brasil e o mundo atravessam o maior desafio dos últimos cem anos. Por determinação das autoridades, milhões de pessoas no planeta estão em casa, foi preciso reduzir o ritmo, reinventar a rotina. Neste 1 de maio, Dia do Trabalhador, a coluna presta uma homenagem às trabalhadoras que não puderam ficar em casa. Elas fazem parte de um exército que desempenha funções essenciais para a sociedade e saem todos os dias para garantir que tenhamos acesso à saúde, à alimentação e à segurança. Elas são essenciais.
Amanda Vieira de Carvalho – Enfermeira
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Todos os dias centenas de pacientes dão entrada no Hospital Municipal Dr. Munir Rafful, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. O fluxo na unidade sempre foi intenso, mas desde março, a gerente de enfermagem Amanda Vieira de Carvalho precisa tomar cuidados redobrados. Ela é responsável por cerca de 200 profissionais, entre técnicos e enfermeiros. Sob sua gestão está a qualidade do trabalho desempenhado por eles e a segurança tanto dos profissionais quanto dos pacientes. Amanda sabe o tamanho de sua responsabilidade. Ela e os colegas fazem parte do grande grupo formado pelos profissionais de saúde, gente que está na linha de frente no combate ao coronavírus. Como ser humano, ela sente medo e insegurança, mas o compromisso com a vida é um combustível que a mantém firme.
- Nossos dias têm sido voltados para a Covid-19, alguns são mais fáceis, outros nem tanto. Tenho receio da exposição de nossos profissionais ao vírus e da minha família, que pode ser infectada através de mim por eu estar mais exposta, dentro de uma unidade hospitalar. Tomamos todas as medidas de prevenção, mas é claro que o risco existe – conta a enfermeira.
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Para lidar com a situação de forma mais leve, ela explica que se apega a fé e aos resultados alcançados por uma equipe que não se deixa vencer.
- Eu lido com a situação com muita fé e a minha recompensa chega quando vemos um paciente voltando bem para casa porque teve acesso aos cuidados de uma equipe dedicada, guerreira e comprometida. Apesar dos desafios o meu coração está cheio de gratidão pelo aprendizado- disse Amanda.
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Com sorriso no rosto, a enfermeira Amanda lidera uma equipe de 200 profissionais - Arquivo Pessoal

 
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Cristina Fernandes da Silva – Policial Militar
Em julho faz dois anos que Cristina Fernandes da Silva integra a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ela nunca tinha se imaginado exercendo esta função, mas tudo mudou já no primeiro dia quando foi iniciado o processo de formação de novos policiais. Em sua rotina, a soldado Fernandes aprendeu a lidar com o medo e a tomar todos os cuidados para prevenir incidentes, mas de março para cá, um novo inimigo invadiu as ruas e as casas. A Covid-19 trouxe uma nova preocupação e uma série de medidas foram incorporadas ao dia a dia da militar de 34 anos que não pode sair das ruas.
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- O medo faz parte da nossa profissão, nos deixa mais cautelosos. Porém não podemos deixá-lo nos paralisar, pois ao contrário dos outros devemos agir quando ninguém mais pode. Todos os dias me lembro que por mais perigoso e difícil que seja o nosso trabalho, ele é indispensável e extremamente necessário, e isso me motiva o tempo todo – comenta Cristina.
Para se proteger da Covid-19, a soldado mantém um cesto de roupas sujas na porta para evitar qualquer contato com o interior. A lavagem de mãos é uma constante e o uniforme é lavado separadamente. 
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A policial militar Cristina Fernandes da Silva patrulhando as ruas do RJ - Arquivo Pessoal
 
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Cátia Regina Barbosa- Ajudante de Caminhão
Quando a gente vai ao supermercado dificilmente pensa em todo o trajeto que alimentos e produtos de higiene e limpeza percorreram até chegar a nossos carrinhos de compra. Para que tenhamos acesso a esses insumos, profissionais como Cátia Regina Barbosa, 49 anos, precisam acordar antes do sol raiar.
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Ela e o marido Alexandre circulam pelos quatro cantos do Rio de Janeiro num caminhão de entregas. Alexandre é o motorista e Cátia é responsável por ajudá-lo a descarregar centenas de quilos de alimentos ao longo de um dia de trabalho, que pode durar 12 horas ou mais. Essas mercadorias abastecem supermercados e lojas de todas as regiões do estado. A correria do dia a dia e o estresse costumeiro do trânsito se somam agora a um elemento a mais: os cuidados para prevenir a Covid-19.
- Estamos tomando todos os cuidados que podemos, usamos máscaras, mantemos as mãos higienizadas com álcool em gel, mas sem dúvidas é um momento de calamidade em nosso país. Precisamos levar o sustento para casa e enfrentamos esse desafio com garra é fé em Deus de que tudo vai passar e teremos um grande recomeço pela frente – disse Cátia.
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Cátia e o marido: rotina corrida na entrega de alimentos que abastecem as casas cariocas - Arquivo Pessoal
 Luciene Batista da Silva- Operadora de Caixa
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E o que seria de nós sem elas, as operadoras de caixa? Luciene Batista da Silva, 46 anos trabalha em uma grande rede de supermercados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Dia sim, dia não ela sai de casa usando máscara e carregando uma coragem de quem precisa sustentar a família. No local de trabalho, ela se sente segura, todos são obrigados a entrar com máscaras e há álcool em gel disponível para que ela possa higienizar as mãos com frequência.
- Felizmente a gente está recebendo todo o suporte da empresa, tanto os funcionários quanto clientes precisam estar de máscara para entrar no mercado. Eu me mantenho firme porque preciso pagar as contas e também fico feliz por estar ajudando a população. Imagina se os mercados tivessem que fechar as portas! O caos seria maior.
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Para Luciene, o medo maior é no trajeto para o trabalho, muitas pessoas andam pelas ruas sem nenhuma preocupação.
- Quando estou indo e voltando do trabalho, passo por muita gente sem máscara e fico preocupada. Eu estou indo ao trabalho porque é fundamental, mas quem não precisa trabalhar na rua, deve ficar em casa e, se sair, precisa estar com a máscara – alerta.

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Luciene é operadora de caixa e toma todos os cuidados de prevenção contra a Covid-19 - Arquivo Pessoal