Vacinação: proteção em todas as idades

Mesmo durante a pandemia é importante manter as vacinas em dia

Por O Dia

Mesmo durante a pandemia é importante manter a caderneta de vacinação em dia
Mesmo durante a pandemia é importante manter a caderneta de vacinação em dia -
A vacinação é uma das discussões reacendidas pela pandemia de Covid-19, que está ainda mais em alta por causa da campanha de multivacinação do Ministério da Saúde, lançada esse mês. Para atualizar sua caderneta de vacinação e do seu filho gratuitamente e garantir que estão protegidos, basta se dirigir ao posto de saúde mais próximo da sua casa. Mas antes vamos entender melhor por que todos devemos nos vacinar?

Você sabia que a invenção das vacinas significou uma revolução na saúde pública ao proteger a população contra uma série de doenças – algumas até então consideradas fatais? Estima-se que cerca de 3 milhões de vidas sejam salvas anualmente por conta da imunização, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

No Brasil, o SUS garante o acesso gratuito a 19 vacinas, que protegem contra mais de 40 doenças. Com isso, doenças como a poliomielite e a varíola foram erradicadas de todo território nacional. Além destas, meningite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites virais, gripe, pneumonia, tuberculose e febre amarela são outros exemplos de doenças que têm prevenção por meio da vacinação. Além disso, é possível ampliar a proteção através de vacinas disponíveis na rede privada para diversas faixas etárias e indicações.

“As vacinas são eficazes e seguras. Através da vacinação, enfermidades que antes assolavam a população hoje estão controladas, a ponto de as gerações mais novas não lembrarem o impacto que tinham ou até mesmo desconhecerem diversas destas doenças. O problema é que isso pode levar a subestimação da importância vacinação e, como consequência, baixas coberturas vacinais e o retorno de algumas doenças. Um exemplo disso é o sarampo, que chegou a ser erradicado do país em 2016 mas voltou a circular dois anos após. Em 2020, já são registrados mais de 7.700 casos da doença”, aponta Emersom Mesquita, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK, farmacêutica e fabricante de vacinas.

A baixa cobertura vacinal tem sido uma realidade no Brasil nos últimos anos, não apenas para o sarampo. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2019, nenhuma das vacinas ofertadas SUS, com exceção da tríplice viral, atingiram a meta de 90% de cobertura. Por exemplo, a vacina pentavalente alcançou apenas 69% da população-alvo; a tríplice bacteriana, 56%; e a BCG, 85%. Já em 2020, dados preliminares até o nono mês do ano apontam que a baixa cobertura vacinal se mantém, atingindo 57% para vacina pentavalente; 61% para vacina tríplice bacteriana; e 50% para vacina BCG. Este cenário de baixas coberturas, que já era vislumbrado anteriormente e foi agravado pela pandemia, representa um risco para toda a população, pois favorece que doenças previamente controladas no país voltem a circular.

“É comum associarmos a vacinação a bebês e crianças. Porém, é preciso lembrar que existe recomendação de vacinação para todas as fases da vida, como na adolescência, na vida adulta e na terceira idade. Além disso, existem recomendações específicas para alguns grupos como gestantes, indígenas e indivíduos portadores de quadros clínicos especiais”, explica Emersom.

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Mesmo durante a pandemia é importante manter a caderneta de vacinação em dia Divulgação Ministério da Saúde
Emersom Mesquita, infectologista e gerente médico de vacinas da GSK, explica a importância da vacinação em todas as idades Divulgação

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