Movimento no Calçadão de Duque de Caxias na tarde desta terça-feira - Reprodução Caxias da Depressão
Movimento no Calçadão de Duque de Caxias na tarde desta terça-feiraReprodução Caxias da Depressão
Por Igor Silva
Duque de Caxias - A decisão judicial de suspender o decreto do Governo do Estado e a nova determinação da Prefeitura de Duque de Caxias para reabertura do comércio deixaram a população e lojistas do município da Baixada Fluminense confusos. No Calçadão da cidade, local com a maior concentração de comércio, o movimento foi intenso durante toda esta terça-feira, 9. O vai e vem de pessoas não parava um minuto.
Lojas de produtos ditos como não essencias, como eletrodomésticos, roupas e de celular, registravam bom fluxo de clientes.
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"A gente não sabe o que fazer. Se deixa aberto, se fecha... Está todo mundo batendo cabeça. As pessoas estão na rua, comprando. Fiquei muito tempo fechado, tenho contas e funcionários para pagar. Por enquanto, vou continuar aberto", disse o gerente de uma papelaria, que não quis se identificar.
Nas redes sociais, o imbróglio envolvendo a abertura ou não do comércio em Duque de Caxias vem dividindo opiniões:
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"O povo está vendo a doença matando, quem está na rua à toa está porque quer. Então, aguente as consequências. Não é porque as lojas estão abertas que tenho que ir pra rua bater perna", escreveu Ivone Apolinário.
"Essas pessoas acabam levando o vírus para casa. E, quem esta tomando as devidas precauções, acaba pegando", declarou Micheli Carvalho.
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Entenda o novo decreto municipal
O prefeito Washington Reis publicou nesta segunda-feira, 8, um novo decreto flexibilizando as medidas de isolamento social na cidade da Baixada Fluminense. As atividades comerciais da cidade podem funcionar, desde que sigam normas de higienização contra o novo coronavírus. Os comerciantes deverão seguir uma série de determinações, entre elas, exigir dos clientes o uso de proteção facial, como máscara, fornecer equipamentos de proteção aos funcionários, e disponibilizar álcool em gel.
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O texto permite o funcionamento de academias, centros de ginástica e estabelecimentos similares desde que higienizem os "equipamentos a cada troca de usuário, de modo a prevenir a transmissão do coronavírus". O transporte de ônibus deve voltar a 100% do número de veículos destinados ao transporte coletivo de passageiros de circulação municipal. É preciso que os ônibus circulem com as janelas abertas, sempre que fisicamente possível; circular somente com passageiros sentados; e serem higienizados internamente diariamente.