Por thiago.antunes

Rio - O consumidor que não sentiu no bolso as duas reduções no preço do diesel e da gasolina em outubro e novembro, desta vez irá sentir o aumento de 8,1% e 9,5%, respectivamente, autorizado pela Petrobras. Para a estatal as altas do dólar e do petróleo justificam o reajuste nos preços nas refinarias. As distribuidoras de combustível já repassaram os valores aos postos.

Num posto em Benfica a alta já pode ser sentida. Lá a entrega do combustível foi feita com o preço reajustado em R$ 0,17 (gasolina) e R$ 0,12 (Diesel). E o repasse do aumento ao consumidor está sendo avaliado, segundo informações. A presidente do Sindicato do Comercio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (SindComb), Maria Aparecida Siuffo enxerga o aumento com preocupação. “Na crise que estamos vivendo, com a queda das vendas em 25%, esse aumento veio como uma bomba”, conta. “Somos o último elo da cadeia, dependemos da distribuidora”, emenda.

No dia 14 de outubro, a gasolina caiu 2,7% na refinaria, e o diesel, 3,2%. Em 8 de novembro, os preços foram reduzidos em 3,1% e 10,4%, respectivamente. Os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o segmento de distribuição de combustíveis foi quem mais segurou os preços no período.

O especialista em finanças, Alexandre Prado, avalia como desnecessário o aumento. “O dólar não está no patamar mais alto e nem o petróleo”, diz. “O consumidor nunca vê o benefício. Uma hora por conta do câmbio, outra hora por causa da alto do etanol”, completa

Com reportagem da estagiária Laila Ferreira

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