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No Brasil, a associação encontrou juros exorbitantes no rotativo nos cartões do Banco Pan, de 830% ao ano, os maiores do mundo. Nesse caso, se o consumidor tiver uma fatura no valor de R$ 1 mil e resolver pagar somente o mínimo (15% do valor total da fatura), no mês seguinte ele estará devendo nesse cartão R$ 1.020 reais, mais as compras realizadas após o fechamento do mês anterior. Ou seja, é como se você tivesse dado de bandeja para o cartão R$ 150 e no mês seguinte a sua dívida estaria ainda maior do que antes.

Esses dados são ainda mais alarmantes se compararmos a taxa praticada no Brasil com a de outros países. A taxa média praticada no rotativo no Brasil é 305 pontos percentuais maior do que a praticada na Argentina (máxima de 47,40% ao ano). No Peru, os juros no rotativo não ultrapassam os 44,1%. Na Venezuela (um país em convulsão) são de 29%. Na Colômbia fica em 29,66%. No Chile, 21,59%. No México, a média da taxa é de 25,4% ao ano. Todos os dados foram coletados através do Banco Central de cada país.

Em Portugal, os juros máximos permitidos no quarto trimestre de 2017 foram de 16,1%. Além disso, lá o consumidor já sabe previamente pelo BC quais serão os juros máximos aplicáveis para o trimestre seguinte. Nos Estados Unidos, a taxa máxima encontrada nos juros do rotativo foi de 24,99% ao ano.

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