Por

SEM PRESSA

O maior risco de um leilão é o tempo que você pode demorar para entrar no imóvel. Isso porque muitas unidades retomadas ainda não foram desocupadas pelos seus antigos donos. Ao comprar em um leilão, o comprador ganha uma carta de arrematação para solicitar a desocupação, que pode demorar mais de um ano. Por isso, participar de leilão com imóveis ocupado só é indicado para quem tem paciência de esperar.

PREFIRA DESOCUPADOS

Caso o comprador tenha que entrar com ação para despejar o morador, terá um custo adicional. O banco pode preferir repassar o processo de desocupação ao novo proprietário e, assim, evitar despesas com taxas de condomínio em atraso e a própria ação judicial. A partir da venda do imóvel, taxas de condomínio e impostos em atraso são de responsabilidade do comprador. Por isso, é melhor arrematar imóvel desocupado.

EDITAL

No edital estão as principais informações sobre o imóvel a ser leiloado: a data do pregão, o valor mínimo de venda, o estado de conservação da unidade, quem é o vendedor e de quem são as responsabilidades por cada um dos custos excedentes, como impostos e taxas de condomínio.

ASSESSORIA

Um imóvel pode ir a leilão por atraso no pagamento do financiamento, quando ele vira propriedade do banco, ou por via judicial, por ações movidas por falta de pagamento de mensalidades de condomínio ou IPTU. É importante consultar advogado ou assessoria que ajude a levantar as dívidas do atual morador e se há ações judiciais contra a execução do leilão. Nem sempre os bancos esperam o julgamento final dessas ações para colocar o imóvel em leilão extrajudicial. Se o proprietário não foi informado sobre o leilão, pode entrar com processo para anular o negócio, mesmo que o imóvel já tenha sido arrematado.

VALOR DO BEM

É importante pesquisar o valor de mercado do imóvel para avaliar se o desconto oferecido no leilão compensa o risco de ter que arcar com custos de Justiça e de reforma, por exemplo.

Você pode gostar
Comentários