Embraer discutirá com sindicatos efeitos de acordo com Boeing sobre empregos

Os sindicalistas têm demandado esclarecimentos da Embraer sobre os potenciais impactos do negócio sobre os empregos no País

Por ESTADÃO CONTEÚDO

A gigante aeroespacial dos EUA Boeing e a brasileira Embraer assinaram um acordo para formar uma nova empresa
A gigante aeroespacial dos EUA Boeing e a brasileira Embraer assinaram um acordo para formar uma nova empresa -

São Paulo - O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, irá se reunir com sindicalistas na sexta-feira, 13, para discutir os termos do acordo com a Boeing anunciados na semana passada, afirmam os sindicatos de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara, que representam os metalúrgicos da fabricante brasileira.

Os sindicalistas têm demandado esclarecimentos da Embraer sobre os potenciais impactos do negócio sobre os empregos no País desde que as conversas com a norte-americana vieram a público, em dezembro de 2017.

No início de maio, o Ministério Público do Trabalho emitiu uma notificação recomendatória para que Embraer e Boeing incluíssem expressamente "salvaguardas trabalhistas" no acordo comercial que vinham negociando. Também foi recomendado que as empresas informassem aos sindicatos sobre os possíveis impactos aos empregos e que recebessem sugestões dos sindicalistas a respeito do tema.

Segundo Herbert Claros, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as entidades não foram procuradas pelas fabricantes para conversar antes de o memorando de entendimentos ter sido divulgado, na última quinta-feira.

No dia seguinte ao do anúncio, os sindicatos enviaram uma carta ao presidente Michel Temer e aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, pedindo que o governo vete a operação de venda de 80% da área de jatos comerciais da Embraer para a Boeing.

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