Governo vai manter subsídio de R$ 0,46 do diesel até o fim do ano

Eliseu Padilha disse que compromisso com caminhoneiros está garantido

Por Agência Brasil

União reservou R$ 9,5 bilhões para bancar essa parte do pacote, que ficou conhecido como "bolsa caminhoneiro" após a greve no setor
União reservou R$ 9,5 bilhões para bancar essa parte do pacote, que ficou conhecido como "bolsa caminhoneiro" após a greve no setor -

Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta terça-feira que o governo federal continuará contribuindo com o desconto de R$ 0,46 no preço do diesel. Segundo ele, o subsídio continuará até 31 de dezembro. "Os R$ 0,46 serão mantidos até o dia 31 de dezembro. Em outras palavras, o subsídio que o governo garantiu aos caminhoneiros vai vigorar até 31 de dezembro de 2018".

Segundo Padilha, agora será feito um cálculo da variação do preço do petróleo e do óleo diesel no mercado internacional. Isso significa que o preço do diesel pode aumentar, a depender do mercado internacional, mas o governo continuará mantendo o desconto de R$ 0,46.

Como antecipou o Estadão/Broadcast, Padilha afirmou que o governo editará decreto até esta quarta-feira para renovar a subvenção ao preço do diesel a partir de agosto e manter o subsídio de R$ 0,30 por litro. O valor é o mesmo da medida baixada no início de junho e que vigora até esta terça-feira. Essa é a parcela do subsídio pelo qual o governo precisa ressarcir a Petrobras e os demais fornecedores do combustível. A União reservou R$ 9,5 bilhões para bancar essa parte do pacote, que ficou conhecido como "bolsa caminhoneiro" após a greve no setor.

"O compromisso que o governo tinha com os caminhoneiros era manter o desconto de R$ 0,46 até 31 de dezembro de 2018. Portanto, vencido o primeiro período em que haverá revisão do preço, variações podem ser positivas ou negativas, e aí teremos o novo preço", declarou Padilha em coletiva de imprensa durante cerimônia de comemoração dos 20 anos do Código de Trânsito Brasileiro, no Palácio do Planalto.

Questionado se ainda há risco de ocorrer uma nova greve, Padilha disse que o governo está fazendo tudo o que prometeu aos caminhoneiros para evitar paralisações. Ele lembrou que há uma comissão na ANTT trabalhando de forma permanente para dialogar com os interessados e trabalhar na construção da tabela de frete "O grande nó que está sendo implantado pela ANTT é ter os termos, os preços da nova tabela, isso está sendo construído de forma colegiada entre as várias partes."

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