Veja como reativar benefício cortado

Aposentados e pensionistas do INSS que não fizeram prova de vida têm que fazer recadastramento anualmente

Por MARTHA IMENES | martha.imenes@odia.com.br

Segurados do INSS que tiveram a aposentadoria limitada ao teto e o benefício concedido entre 5 de outubro de 1988 e 5 de abril de 1991 podem ter direito à revisão do valor que recebem
Segurados do INSS que tiveram a aposentadoria limitada ao teto e o benefício concedido entre 5 de outubro de 1988 e 5 de abril de 1991 podem ter direito à revisão do valor que recebem -

Rio - Os mais de 304 mil aposentados e pensionistas do INSS de todo Estado do Rio de Janeiro que não fizeram a prova de vida do ano passado - o prazo prorrogado acabou em maio - e que teve o benefício suspenso pode reaver o dinheiro. Embora não tenha dados atualizados, o INSS informou ao DIA que esse corte pode ser feito a qualquer tempo. Para se ter uma ideia, de 468,7 mil convocados no último recadastramento apenas 164,7 mil comprovaram que estão vivos no estado. Em todo país mais de 2 milhões de pessoas estão na mesma situação.

E como proceder caso o benefício seja suspenso? De acordo com João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin é bem simples: "Basta que o segurado que teve o benefício suspenso se dirigir ao banco onde recebe o pagamento, mas caso não tenha conta corrente, é preciso ir ao INSS".

Para ter o benefício reativado é preciso apresentar no local que fizer o recadastramento, no banco onde recebe o benefício ou no posto do INSS, um documento de identificação com foto, como identidade, Carteira de Trabalho e Carteira Nacional de Habilitação, por exemplo.

Quem não pode sair de casa por motivo de saúde, pode ser representado por outra pessoa. O procurador precisa ir a uma agência da Previdência com um atestado médico emitido há menos de 30 dias e uma procuração registrada em cartório.

"O recadastramento é feito anualmente. Normalmente os próprios bancos determinam um prazo para que aposentados e pensionistas comprovem que estão vivos", informa Badari.

A instituição financeira tem autonomia para regularizar a situação em qualquer período do ano.

Último balanço

Até março de 2018, quando foi feito o último levantamento, mais de 2 milhões dos 34 milhões de beneficiários ainda não tinham feito a prova de vida. Sem a comprovação, mais de 112,7 mil benefícios foram suspensos ou cancelados no ano passado. O pente-fino gerou uma economia de R$ 1,2 bilhão, segundo o INSS.

Banco avisa pelo terminal

Algumas instituições financeiras que possuem sistemas de biometria estão utilizam essa tecnologia para realizar a comprovação de vida nos terminais de autoatendimento todos os anos, de acordo com o INSS.

Esse procedimento é obrigatório para todos os beneficiários que recebem seus pagamentos por meio de conta corrente, conta poupança ou cartão magnético. "Os bancos comunicam os beneficiários sobre a comprovação de vida", é importante ficar atento", diz Badari.

 

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