Dólar cai mais de 3% e Ibovespa Futuro sobe 5,53% com desfecho do 1º turno

Alta de Bolsonaro entusiasmou investidores, além disso, o aumento de seu partido no Congresso e a base de apoio forte, das bancadas ruralista, evangélica e da bala amenizaria preocupações sobre a capacidade dele em fazer passar projetos pelo Legislativo

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Às 9h22 desta segunda-feira, o dólar à vista caía 3,10%, a R$ 3,7363 -

São Paulo - O dólar opera em queda firme de mais de 3% na manhã desta segunda-feira, enquanto o Ibovespa Futuro avançava mais de 5%, refletindo o entusiasmo dos investidores com o resultado das urnas neste domingo (7) que colocou Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno na disputa presidenciável.

Às 9h22 desta segunda-feira, o dólar à vista caía 3,10%, a R$ 3,7363. O dólar futuro de novembro recuava 2,68%, a R$ 3,7415. O Ibovespa Futuro subia 5,62%, aos 87.450 pontos. No início desta tarde, o dólar opera em queda de -2,256 % a R$3,7694.

 

 

Apesar de o desfecho ter contrariado a esperança dos investidores de vitória de Bolsonaro no primeiro turno, o candidato do PSL mostrou larga vantagem em relação ao petista, de 46,4% a 28,9% dos votos, além de o seu partido ter ganhado força no Congresso - e de ele ter uma base de apoio forte, das bancadas ruralista, evangélica e da bala.

Esse cenário amenizaria preocupações sobre a capacidade dele em fazer passar projetos pelo Legislativo, caso venha a ser eleito em segundo turno. Tanto Jair Bolsonaro (PSL), por meio de seu guru econômico Paulo Guedes, quanto Fernando Haddad (PT) já sinalizaram que devem levar adiante propostas de reforma da Previdência.

Bolsonaro também já recebeu o apoio declarado de João Doria (PSDB), candidato ao governo do Estado de São Paulo. Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, disse que a executiva do partido se reunirá na terça-feira (9) para definir a posição para o segundo turno. Já Ciro Gomes (PDT), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, e Guilherme Boulos (PSOl) indicaram estar ao lado de Haddad no segundo turno.

No exterior, o avanço dos ETFs, índices referenciados em papéis brasileiros negociados nas bolsas europeias, disparavam mais de 6% mais cedo. O dólar mais forte ante outras moedas, no entanto, estaria limitando os ajustes no mercado cambial, disse um operador de uma corretora.

 

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