Veja dicas para organizar as finanças em 2019

Planejar é a dica para lidar com gastos do Ano Velho que vão entrar no Novo Ano, segundo especialistas

Por MARTHA IMENES

Especialistas dizem que 2019 será momento é de cautela nos gastos e reorganização financeira
Especialistas dizem que 2019 será momento é de cautela nos gastos e reorganização financeira -

Rio - O ano de 2018 chega ao fim (ufa!) e agora é a hora de começar os preparativos para que 2019 não seja tão "queixo duro" como foi o Ano Velho. Muitos são os desafios, como não ficar no vermelho negociando dívidas, ter dinheiro em caixa, se possível o 13º, para despesas de início de ano, entre elas IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, fatura de cartão de crédito. Um ponto importante, e que afeta todos os trabalhadores e desponta logo para o primeiro semestre: a Reforma da Previdência, que ainda é uma incógnita, mas o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a mudança nas regras será feita. Portanto, o momento é de cautela nos gastos e de reorganização financeira.

Para ajudar os leitores, O DIA ouviu especialistas e pegou dicas para começar o ano com o pé direito. A principal delas, segundo Sergio Furio, executivo da Creditas, plataforma de crédito com garantia, é levantar todos os débitos acumulados.

"Recupere boletos e registros de contas não pagas e tente negociar as dívidas", orientam. É importante também verificar a situação no Serasa, SCPC e credores. "Isso também garante que não esqueça de nenhum débito. Dessa forma, você sabe quanto deve no total", aponta o executivo da plataforma.

Um outro ponto que o especialista destaca: "Compare a receita mensal com o total de gastos e, então, será possível saber quanto poderá pagar por mês para quitar todas as dívidas. De acordo com a recomendação do Banco Central, o ideal é destinar apenas 30% para esse tipo de gasto", pontua.

O ideal, acrescenta, é para o consumidor levantar o valor que entra na conta-corrente, caso tenha mais de uma fonte de renda, e separar os gastos fixos, que são aqueles mais difíceis de eliminar, como moradia, supermercado e contas de luz, gás e água, por exemplo. "Depois do levantamento feito, veja quais são as despesas variáveis e faça um plano de cortes para diminuir, ao máximo, o valor que compromete mensalmente com esses itens", diz.

Furio orienta: "Não basta equilibrar a vida financeira momentaneamente. É preciso manter o costume de controlar de perto as contas por meio da planilha de gastos e verificar se está desembolsando realmente de acordo com o que cabe no seu orçamento".

CORTES POSSÍVEIS

"A conta não fecha todo mês? Será que não está gastando com coisas que poderiam facilmente ser substituídas ou, até mesmo, eliminadas do seu orçamento?", pergunta o economista Renan Coutinho, diretor do site Juros Baixos.

De acordo com ele, as pessoas costumam gastar porque estão acostumadas. E dá dicas: "As tarifas de celular podem ser grandes vilãs do orçamento se a pessoa não souber adequar o plano às suas necessidades", diz. Ele acrescenta que "se o consumidor escolher um plano barato demais e usar muitos extras, o barato pode sair caro. Se escolher um plano muito caro e usar pouco, vai jogar dinheiro fora".

Os gastos com lanches também são listados pelo economista como despesas que podem ser cortadas. "Sair com lanches de casa, como frutas secas ou barra de cereais, é uma maneira não só de economizar, mas também de manter uma alimentação saudável", diz Coutinho. Outra indicação é levar uma garrafa com água em vez de gastar comprando novas. "É uma atitude sustentável para o planeta", finaliza.

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