Juros de crédito apresentam queda tímida em novembro

Única alta foi no cheque especial, que teve variação de 0,08% no último mês

Por *EDDA RIBEIRO

Maior registro foi de 11,84% ao mês no cheque especial. O segundo maior foi do cartão de crédito, com 11,65% mensais
Maior registro foi de 11,84% ao mês no cheque especial. O segundo maior foi do cartão de crédito, com 11,65% mensais -

Rio - Os juros de operações de crédito para pessoa física continuam dando sinais de queda. As taxas de linhas como cartão de crédito e empréstimo pessoal fecharam novembro em recuo pela nona vez consecutiva: -0,01 ponto percentual. Das modalidades mais procuradas por pessoa física, o cheque especial foi o único que teve alta, com variação de 0,08%. Especialistas recomendam, no entanto, pé no freio ao pensar em usar os financiamentos.

Os juros ainda são altos. O maior registro foi de 11,84% ao mês no cheque especial. O segundo maior foi do cartão de crédito, com 11,65% mensais. O empréstimo pessoal-financeira cobra 6,85% ao mês; a mesma modalidade nos bancos ficou com 3,84% ao mês. As menores taxas estão com juros do comércio, com 5,14% ao mês, e 1,77% no financiamento de automóveis por CDC, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Para o advogado Alexandre Prado, do Núcleo Expansão, a tendência é de mais quedas nas taxas. Porém, o momento não é propício para abrir crédito.

"Uma opção interessante agora é o empréstimo pessoal, pois considera a finalidade do crédito. A variação para uma viagem, por exemplo, e aquisição de um motocicleta, pode ter diferença de 3% nos juros", compara Prado.

Menor taxa desde 2014

Para pessoa jurídica, das três linhas de crédito pesquisadas, a conta garantida (7,33% ) foi a única modalidade com taxa de juros elevada no mês. A redução ficou para o capital de giro, com taxa de 1,60%, e desconto de duplicatas, com cobrança de 1,94% ao mês.

Segundo a associação, as reduções podem ser atribuídas a melhora do cenário econômico com crescimento, o que reduz o risco da inadimplência e as taxas de juros. Porém, a entidade alerta: diante das incertezas que vem pressionando a cotação do dólar, além da sinalização do Banco Central sobre elevação da Selic, as taxas podem voltar a subir.

*Estagiária sob supervisão de Max Leone

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