Reforma Tributária vai entrar na pauta da Câmara

Deputado garantiu que a CCJ vai votar a admissibilidade das mudanças hoje na comissão. Maia e Major Vitor Hugo rompem relações

Por MARTHA IMENES

Presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR) diz que texto será apreciado pelos deputados
Presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR) diz que texto será apreciado pelos deputados -
A Reforma Tributária terá sua admissibilidade votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara votada hoje, garantiu o presidente do colegiado, deputado Felipe Francischini (PSL-PR). Ele espera liquidar o assunto ainda esta semana para deixar o caminho livre à instalação da comissão especial, que vai discutir o mérito da proposta.
Mais cedo, Francischini já havia avisado que não esperaria a proposta do governo, que está sendo desenhada pela equipe do secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro indicou que vai enviar o texto apenas após a aprovação da Reforma da Previdência.
"Não podemos esperar o ano que vem para começar a tributária", disse o presidente da CCJ, que espera que a discussão da Previdência se estenda até o fim do segundo semestre deste ano no Congresso Nacional.
A CCJ é a primeira parada de uma proposta que altere a Constituição. A instalação da comissão especial, no entanto, dependerá de uma decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
"Havendo a instalação, é necessário que o governo veja que pontos vai querer alterar", afirmou Francischini. "Seria interessante o governo agilizar logo suas sugestões", avisou.
Apesar de o avanço da reforma tributária apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP) ser vista como um sinal do protagonismo da Câmara em detrimento do governo, Francischini ressaltou que nenhuma reforma desse tipo é aprovada sem apoio do Congresso ou do governo. Ele lembrou que é a Receita Federal que precisa operacionalizar as novas regras, daí a necessidade de diálogo.
O presidente da CCJ alertou, porém, que "algo parecido com a CPMF não passa no Congresso". Ele se disse pessoalmente contra uma proposta de imposto sobre meios de pagamento, como almeja Cintra.

PREVIDÊNCIA

Mais um desentendimento atravessou o caminho da Reforma da Previdência. Ontem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o líder do governo, Major Vitor Hugo romperam relações durante uma reunião de líderes.
O pivô da briga foi uma mensagem que, segundo Maia, teria sido compartilhada ppor Vitor Hugo, que dizia que as relações políticas só funcionam na base do dinheiro. "Vítor Hugo está excluído da minha relação porque ele compartilhou no grupo de deputados que negociar é entrar na Câmara com um saco de dinheiro", afirmou Maia.
Aos demais líderes, na frente de Maia, Vitor Hugo respondeu que tentou de todas as maneiras criar uma relação com Maia. "Tentei de todas as maneiras e o Maia fugiu. Fugiu de ter uma relação. Ele só me atende depois de fazer tudo que tem a fazer. Ele não pode determinar quem entra ou não na Residência Oficial da Presidência da Câmara. A residência oficial é da Câmara e não dele, isso não é democrático", rebateu.

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