Publicado 04/08/2019 05:00 | Atualizado 05/08/2019 14:59
Rio - Todos os meses institutos de pesquisa, como Fundação Getulio Vargas (FGV) e IBGE, por exemplo, divulgam índices de preços que impactam diretamente a vida do cidadão comum e muita gente nem sabe que tantos “is” são esses que vira e mexe damos de cara no noticiário. Para traduzir esse “economês”, O DIA listou três indicadores que têm reflexo direto no orçamento familiar: são eles o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).
O IGP-M, da FGV, reajusta contratos anuais, principalmente os de aluguel, energia, telefonia, escolas, e até alguns planos de saúde. Por isso, quando ele sobe, é preciso dar uma “pisada no freio” e buscar formas de negociar contratos e preços. “Um IGP-M de 7% ao ano significa que uma prestação de R$ 1 mil após 12 meses, vai aumentar para R$ 1.070”, exemplifica o professor Gilberto Braga, economista da Fundação D. Cabral e do Ibmec.
Já o IPCA, do IBGE, que é a inflação oficial do governo, reflete o preço final ao consumidor para produtos e serviços do varejo, como concessionárias de serviços públicos e internet.
“A meta atual de inflação é de 4,25% ao ano, sendo o mínimo 2,75% e o máximo 5,75%”, explica o economista. “Atualmente a inflação em 12 meses está em 3,37%. Ou seja, está dentro da meta do governo federal”, afirma o economista.
E tem ainda o IPC, calculado pela FGV, que adota como base as despesas de consumo. “Este índice é o que traduz com mais precisão o aumento dos preços”, adverte o professor. Entram na pesquisa desse índice itens como alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação. “Quando o IPC aumenta, o valor da prestação tende a ficar mais cara nas compras a prazo”, explica o economista Gilberto Braga.
Resultados
O IGP-M, da FGV, reajusta contratos anuais, principalmente os de aluguel, energia, telefonia, escolas, e até alguns planos de saúde. Por isso, quando ele sobe, é preciso dar uma “pisada no freio” e buscar formas de negociar contratos e preços. “Um IGP-M de 7% ao ano significa que uma prestação de R$ 1 mil após 12 meses, vai aumentar para R$ 1.070”, exemplifica o professor Gilberto Braga, economista da Fundação D. Cabral e do Ibmec.
Já o IPCA, do IBGE, que é a inflação oficial do governo, reflete o preço final ao consumidor para produtos e serviços do varejo, como concessionárias de serviços públicos e internet.
“A meta atual de inflação é de 4,25% ao ano, sendo o mínimo 2,75% e o máximo 5,75%”, explica o economista. “Atualmente a inflação em 12 meses está em 3,37%. Ou seja, está dentro da meta do governo federal”, afirma o economista.
E tem ainda o IPC, calculado pela FGV, que adota como base as despesas de consumo. “Este índice é o que traduz com mais precisão o aumento dos preços”, adverte o professor. Entram na pesquisa desse índice itens como alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação. “Quando o IPC aumenta, o valor da prestação tende a ficar mais cara nas compras a prazo”, explica o economista Gilberto Braga.
Resultados
Para se ter uma ideia, o acumulado dos últimos 12 meses do IGP-M fechado em julho ficou em 6,39%. Já o IPC deixou a deflação registrada em junho, de 0,02%, e acelerou para alta de 0,31% em julho, informou FGV. Frente a terceira quadrissemana do mês, o avanço foi de 0,13 ponto percentual, de 0,18%. O Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, na quinta-feira passada, mostrou que a média para o IPCA este ano passou de alta de 3,78% para elevação de 3,80%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,90%. Ou seja, toda dica que dê para economizar uma graninha é bem vinda!
Como economizar energia
A mudança da bandeira tarifária para vermelha, que acrescenta R$ 6 a cada 100 quilowatt consumido, a conta de energia elétrica deve ir à estratosfera. Para dar uma aliviada no bolso, O DIA pegou dicas que possibilitam economia de até 40% no gasto com energia elétrica. "É preciso revisar os hábitos para que a conta de energia não estoure o orçamento familiar", adverte o economista Gilberto Braga, professor do Ibmec e da Fundação D. Cabral.
E a melhor maneira de economizar, segundo a Light, é priorizar o controle dos aparelhos classificados como vilões do consumo. E os maiores deles são: chuveiro, ar-condicionado, geladeira, iluminação, ferro elétrico e computadores.
Diminuir o tempo de banho quente no período mais frio, para quem tem chuveiro elétrico, e trocar a iluminação para lâmpadas de led são duas das principais dicas que podem fazer com que a conta dê um alívio no bolso.
"A lâmpada de led, embora tenha o custo da troca, consome 1/3 da mesma energia que uma lâmpada comum", explica o professor.
Usando o chuveiro elétrico de maneira consciente, o consumidor diminui os gastos de energia em 20%, informou a Light. A orientação é manter a chave seletora do aparelho na posição "verão". Além de reduzir o tempo do banho pela metade.
E para os calorentos, Gilberto Braga dá outra orientação: "Evite o uso do ar-condicionado no inverno já que o clima está mais ameno. Existe a opção do circulador de ar que é bem mais econômica".
A geladeira permanece ligada o dia todo e para ajudar na economia a recomendação é prestar atenção na borracha da porta. "Se não fechar corretamente, desperdiça energia e ainda pode prejudicar o armazenamento dos alimentos", avisa o professor.
Para chegar a uma economia de 40% na conta de luz, os consumidores podem adotar outras medidas. Uma delas, por exemplo, é acumular a roupa lavada para passar e não ligar o ferro em várias etapas.
"Apagar as lâmpadas dos ambientes não utilizados e vigiar os hábitos das crianças e de parentes que esquecem as luzes acesas também ajuda bastante", acrescenta o professor Gilberto Braga.
Fechando a conta para economizar uma grana de energia elétrica vem uma das dicas mais populares e muitas pessoas nem se ligam: tirar os aparelhos eletrônicos da tomada. Isso porque, em média, 10% da energia consumida em casa é gasta por aparelhos ficam no chamado stand by.
Fechando a conta para economizar uma grana de energia elétrica vem uma das dicas mais populares e muitas pessoas nem se ligam: tirar os aparelhos eletrônicos da tomada. Isso porque, em média, 10% da energia consumida em casa é gasta por aparelhos ficam no chamado stand by.
"Em média temos numa residência 15 equipamentos que utilizam essa tecnologia. Um decodificador de TV a cabo só é usado cerca de cinco horas por dia. Retirá-lo da tomada nas outras 19 horas, por exemplo, gera uma boa economia de energia", informou a Light.
O professor complementa: "Muitos deixam o computador ligado em espera o dia todo, impressora ligada, aparelho de ar-condicionado ligado. TV a cabo ligada 24 horas e etc, mesmo aparelhos sem uso que são mantidos na função stand by acabam consumindo energia. O melhor é tirá-los da tomada se não for usar".
Priorizar a troca de aparelhos eletrodomésticos, como geladeira, máquina de lavar, por exemplo, por aqueles que tenham selo Procel de eficiência energética também é uma recomendação de especialistas a ser seguida. Essa certificação é uma espécie de etiqueta que identifica os aparelhos que são mais econômicos.
Como gastar menos no transporte
Como gastar menos no transporte
Uma despesa essencial que consome grande parte do orçamento é o gasto com transporte. Para ajudar a ver um dinheirinho sobrando na conta no fim do mês, O DIA selecionou 6 dicas para quem quer economizar.
Uma despesa essencial que consome grande parte do orçamento é o transporte. Para ajudar a ver um dinheirinho sobrando na conta no fim do mês, O DIA selecionou dicas para quem quer economizar com essa despesa.
Parece clichê, mas quem deixa o carro em casa e vai trabalhar de transporte público consegue diminuir os gastos consideravelmente. Além do próprio combustível, a despesa com manutenção dos veículos, multas e estacionamentos também caem.
Além do metrô, trem e ônibus, há muita gente deixando o carro em casa para ir ao trabalho de bicicleta ou a pé. Muitos lugares têm ciclovias, bicicletários, serviço de aluguel de bike e até lugares em que é possível tomar banho. Além da economia no bolso, é possível incluir uma atividade física na rotina, e assim melhor a qualidade de vida e bem-estar.
A diferença de preço nas bombas varia muito de posto para posto e bairro para bairro. No site da Agência Nacional de Petróleo (ANP) - https://preco.anp.gov.br/ - tem a relação de
postos e os preços. A dica de especialistas é: sempre que for abastecer pesquisar preços. É recomendado identificar um ou mais postos que costumam cobrar menos e se programar para abastecer sempre neles.
Uma boa dica é revezar o carro com colegas que moram perto. É fácil fazer um esquema de caronas para levar as crianças na escola, por exemplo. Pergunte no colégio se há mais pais de bairros próximos na mesma classe do seu filho. A mesma lógica pode ser aplicada para ir trabalhar ou viagens curtas de fins de semana.
Se tiver carro bicombustível (flex), faça as contas e veja se não é mais vantajoso abastecer com etanol e não com gasolina. Já há aplicativos que fazem essa conta para você, como o ‘Álcool ou Gasolina, Chefia?’, disponível pra iOS e Android. A conta é simples: divida o preço do litro do etanol pelo valor do litro da gasolina. Se o resultado for maior do que 0,70, vale a pena colocar gasolina. Se for menor, é melhor usar álcool.
Parece clichê, mas quem deixa o carro em casa e vai trabalhar de transporte público consegue diminuir os gastos consideravelmente. Além do próprio combustível, a despesa com manutenção dos veículos, multas e estacionamentos também caem.
Além do metrô, trem e ônibus, há muita gente deixando o carro em casa para ir ao trabalho de bicicleta ou a pé. Muitos lugares têm ciclovias, bicicletários, serviço de aluguel de bike e até lugares em que é possível tomar banho. Além da economia no bolso, é possível incluir uma atividade física na rotina, e assim melhor a qualidade de vida e bem-estar.
A diferença de preço nas bombas varia muito de posto para posto e bairro para bairro. No site da Agência Nacional de Petróleo (ANP) - https://preco.anp.gov.br/ - tem a relação de
postos e os preços. A dica de especialistas é: sempre que for abastecer pesquisar preços. É recomendado identificar um ou mais postos que costumam cobrar menos e se programar para abastecer sempre neles.
Uma boa dica é revezar o carro com colegas que moram perto. É fácil fazer um esquema de caronas para levar as crianças na escola, por exemplo. Pergunte no colégio se há mais pais de bairros próximos na mesma classe do seu filho. A mesma lógica pode ser aplicada para ir trabalhar ou viagens curtas de fins de semana.
Se tiver carro bicombustível (flex), faça as contas e veja se não é mais vantajoso abastecer com etanol e não com gasolina. Já há aplicativos que fazem essa conta para você, como o ‘Álcool ou Gasolina, Chefia?’, disponível pra iOS e Android. A conta é simples: divida o preço do litro do etanol pelo valor do litro da gasolina. Se o resultado for maior do que 0,70, vale a pena colocar gasolina. Se for menor, é melhor usar álcool.
Medidas antes de ir ao supermercado
No supermercado é sempre uma surpresa. Mas há medidas que pode ser adotadas para proteger o orçamento da família.
Não vá às compras com fome ou com pressa
Quando vamos às compras com fome, temos a tendência de gastar mais do que devemos. Pegamos mais produtos por impulso e isso não ajuda em nada a economizar no supermercado. A pressa também é inimiga do bolso. Quando você tenta fazer as compras mais rápido acaba esquecendo o que precisa levar ou pega mais produtos do que deve. Então a dica é coma antes de ir ao supermercado e separe um tempo para as compras sem correria.
Evite levar crianças junto
Para muitas pessoas isso é difícil, porque não têm com quem deixá-las. Mas é importante saber que as crianças podem ser mais atraídas por produtos mais caros e até supérfluos. Se puder, tente não levar as crianças ao supermercado. Isso ajuda a economizar.
Faça uma lista antes de sair de casa
Essa dica é importante tanto para comprar apenas o que necessita, como para diminuir o tempo no supermercado. Com uma lista, é possível pegar todos os produtos de uma mesma sessão e não ficar dando voltas dentro do estabelecimento.
Defina um limite do quanto pode gastar
Tão fundamental quando a lista é determinar um valor que pode ser gasto na compra. Assim, é possível controlar as compras mantendo apenas o que realmente precisa. Essa dica também pode ser usada em outras situações como uma festa, baladas, viagens.
Monte um cardápio da semana
Uma sugestão para facilitar a vida de quem precisa fazer a lista do supermercado é montar um cardápio da semana. Assim, já se tem em mente todos os ingredientes que vai precisar e quais ainda não tem em casa.
Aproveite dia de promoções
Muitos supermercados têm dias especiais de produtos de limpeza e higiene, ou dia em que o hortifruti está mais barato. De acordo com o cardápio e a lista de compras, fica mais fácil escolher o dia que compensa mais ou que é mais vantajoso.
Pesquise preços nas redes
Uma ferramenta que pode ajudar nesse ponto é um guia de supermercado criado pela Proteste. No link https://www.proteste.org.br/suas-contas/ supermercado/simulador/guiade-supermercado é possível encontrar o melhor supermercado conforme o preço dos produtos e a localização.
Não faça compras muito grandes
Outra dica para economizar no supermercado é evitar fazer compras muito grandes. Quando o consumidor enche o carrinho, corre o risco de incluir produtos que não vai precisar. Além disso, a conta pode fugir do seu controle e, no fim, você acaba gastando mais do que deveria.
Compre no atacado
Também é possível economizar ao comprar no atacado. Mas lembre-se da dica anterior: não se empolgue e compre mais do que deve. Avalie o que realmente é possível comprar no atacado, como produtos não perecíveis ou materiais de limpeza e higiene.
Confira a validade
Não adianta comprar muitas coisas no atacado, se você não for consumir antes do prazo de validade.
No supermercado é sempre uma surpresa. Mas há medidas que pode ser adotadas para proteger o orçamento da família.
Não vá às compras com fome ou com pressa
Quando vamos às compras com fome, temos a tendência de gastar mais do que devemos. Pegamos mais produtos por impulso e isso não ajuda em nada a economizar no supermercado. A pressa também é inimiga do bolso. Quando você tenta fazer as compras mais rápido acaba esquecendo o que precisa levar ou pega mais produtos do que deve. Então a dica é coma antes de ir ao supermercado e separe um tempo para as compras sem correria.
Evite levar crianças junto
Para muitas pessoas isso é difícil, porque não têm com quem deixá-las. Mas é importante saber que as crianças podem ser mais atraídas por produtos mais caros e até supérfluos. Se puder, tente não levar as crianças ao supermercado. Isso ajuda a economizar.
Faça uma lista antes de sair de casa
Essa dica é importante tanto para comprar apenas o que necessita, como para diminuir o tempo no supermercado. Com uma lista, é possível pegar todos os produtos de uma mesma sessão e não ficar dando voltas dentro do estabelecimento.
Defina um limite do quanto pode gastar
Tão fundamental quando a lista é determinar um valor que pode ser gasto na compra. Assim, é possível controlar as compras mantendo apenas o que realmente precisa. Essa dica também pode ser usada em outras situações como uma festa, baladas, viagens.
Monte um cardápio da semana
Uma sugestão para facilitar a vida de quem precisa fazer a lista do supermercado é montar um cardápio da semana. Assim, já se tem em mente todos os ingredientes que vai precisar e quais ainda não tem em casa.
Aproveite dia de promoções
Muitos supermercados têm dias especiais de produtos de limpeza e higiene, ou dia em que o hortifruti está mais barato. De acordo com o cardápio e a lista de compras, fica mais fácil escolher o dia que compensa mais ou que é mais vantajoso.
Pesquise preços nas redes
Uma ferramenta que pode ajudar nesse ponto é um guia de supermercado criado pela Proteste. No link https://www.proteste.org.br/suas-contas/ supermercado/simulador/guiade-supermercado é possível encontrar o melhor supermercado conforme o preço dos produtos e a localização.
Não faça compras muito grandes
Outra dica para economizar no supermercado é evitar fazer compras muito grandes. Quando o consumidor enche o carrinho, corre o risco de incluir produtos que não vai precisar. Além disso, a conta pode fugir do seu controle e, no fim, você acaba gastando mais do que deveria.
Compre no atacado
Também é possível economizar ao comprar no atacado. Mas lembre-se da dica anterior: não se empolgue e compre mais do que deve. Avalie o que realmente é possível comprar no atacado, como produtos não perecíveis ou materiais de limpeza e higiene.
Confira a validade
Não adianta comprar muitas coisas no atacado, se você não for consumir antes do prazo de validade.
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