AEERJ: quem somos e o que queremos

Papel de associação de classe no Brasil de hoje tem que se apoiar em três pilares: ética, defesa da sociedade e dos associados

Por Luiz Fernando Santos Reis*

Rio - Desde 9 de maio de 2018, com o título "Infraestrutura e Negócios", a Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj) ocupa, quinzenalmente, esse espaço para alertar sobre os problemas do setor do estado, que é extremamente precário. No entanto, esquecemos de nos apresentar. E, por isso, gostaria de dedicar essa coluna para contar quem somos e quais são nossos objetivos hoje. A associação foi fundada em julho de 1975 por 11 empresas, todas construtoras de obras públicas e tinha a missão de lutar por melhores condições de trabalho e preços justos.
Ao longo do tempo, a luta se mostrou bastante frustrante. Isso porque, enquanto em outros estados, surgiram empresas de grande porte com atuação nacional, o que aconteceu no Rio, fruto de estrutura de preços e decisões políticas equivocadas, foi o desaparecimento das companhias. O Rio sempre teve dificuldade em produzir construtoras fortes que tivessem capacidade de ocupar outros mercados.
A retomada do crescimento econômico depende do nível de investimentos na economia, que, por sua vez, depende de aportes na expansão da infraestrutura, que é essencial para melhoria da competitividade do país. O setor é dos primeiros a alavancar empregos, atingindo todos os níveis, da mão-de-obra não qualificada ao técnico mais sofisticado.
Entendemos que o papel de uma associação de classe no Brasil de hoje tem que se apoiar em três pilares: ética, defesa da sociedade e dos associados. E é assim que a Aeerj busca ocupar o papel de uma associação moderna, que atenda essa demanda em prol do crescimento da economia e bem-estar da população.
A associação entende ainda que o Brasil de hoje não é o de ontem, que a adoção das mais estritas práticas de ética nas relações público-privadas é fundamental para o crescimento. E foi, portanto, dentro desse conceito, que desenvolvemos procedimentos rígidos e, periodicamente, fazermos palestras, seminários e treinamentos em que discutimos com associados, governos e sociedade como perseguir melhores práticas.
O nosso objetivo é bem claro e único: analisar questões prioritárias para cidade/estado em termos de infraestrutura, sugerir soluções e medidas necessárias e colaborar para solução de problemas que afetem a população.
Ao batalharmos para que maiores dotações orçamentárias para infraestrutura, seja na conservação do que já temos como na ampliação e aprimoramento, lutamos pela manutenção do patrimônio, que, fruto dos impostos que pagamos, pertence a todos.
Quando alertamos sobre o estado de conservação de estradas, ruas e obras de arte (viadutos, pontes, túneis etc), sobre a execução de contenções das encostas, sobre a necessidade de manter os rios e canais dragados, a necessidade urgente de ampliar o sistema de saneamento básico (principalmente coleta e tratamento de esgoto) e a urgência de melhorar a mobilidade urbana, lutamos por investimentos que, além de melhorar a infraestrutura, geram desenvolvimento, emprego e renda. E mais qualidade de vida.


* Presidente-executivo da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj)




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