As escolas particulares têm autonomia para definir os valores do reajuste da mensalidade conforme cada projeto pedagógico. Mas é preciso entender quanto será o aumentoDivulgação
Por Larissa Esposito*
Publicado 29/12/2019 04:00

Rio - Pensando no Ano Novo, é uma boa já se programar para os custos fixos e indispensáveis que o mês de janeiro traz nos orçamentos familiares. Um deles é justamente dedicado ao futuro dos pequenos, que é o reajuste da mensalidade escolar. O índice para a renovação de matrícula previsto será de pelo menos 8% para o ano letivo de 2020 nas instituições de ensino particulares do Rio e Região Metropolitana, conforme informou o Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro (Sinepe Rio) e o Sindicato do Professores da Entidades de Ensino Particulares (Sinproep).

Procurado pelo O DIA, o Sinepe explicou, ainda, que as instituições têm autonomia para definir os valores do reajuste. Já o Sinproep divulgou que orienta as instituições a seguirem a Lei nº 9.870/1999. A norma dispõe sobre o valor total das anuidades escolares, de acordo com o "projeto pedagógico e as especificidades da sua comunidade de atuação".

No entanto, um recurso possível para driblar a alta é tentar negociar os valores. "É muito importante uma conversa aberta com a escola caso as mensalidades não caibam no orçamento, pois ela pode levar a alternativas criativas", orienta Marcelo Reis, especialista em vendas. "É possível, por exemplo, conseguir abatimento por um número de meses e bolsa de estudos", acrescenta.

Mesmo assim, é preciso ter um planejamento financeiro, conforme aconselha Renatta Gomes, especialista em finanças. "Reserve uma quantia para a compra de material escolar. O ideal é já chegar nesse momento com uma boa reserva financeira do ano que passou".

 

Comprovantes ajudam na hora da negociação
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Outra saída é ficar de olho na proposta
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Nem mesmo os pequenos que estão na creche fogem do aumento no preço da mensalidade. A estudante Thayná Oliveira, 20 anos, passa por esse drama com o filho Bernardo, que tem três anos.
"É possível fazer um planejamento porque, normalmente, a escola manda no final do ano a previsão do aumento da matrícula do próximo ano letivo", afirma. "Dependendo do aumento, não cabe no orçamento. Por isso não dá para extrapolar nas festas de Ano Novo".
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Thayná revela, ainda, que não precisou fazer uma negociação por não ter achado o reajuste tão absurdo. É justamente o que recomenda a pedagoga e gestora escolar Mariza Baumbach.
"Verifique se o reajuste está de acordo com a realidade para não ser surpreendido com os argumentos da escola", comenta.
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Para além disso, como aponta a especialista, é importante que os pais se lembrem do que levou à escolha da instituição e o quanto a escola proporciona para o seu filho.

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