Rio fica sem senador na comissão mista que vai tratar da Reforma Tributária

A baixa representatividade poderá resultar uma desvantagem para o estado na mesa de negociações

Por O Dia

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Rio - Instalada nesta quarta-feira no Congresso, a comissão mista que vai consolidar o texto da Reforma Tributária não terá nenhum senador do Rio e apenas dois representantes da bancada fluminense na Câmara dos Deputados. A baixa representatividade poderá resultar uma desvantagem para o estado na mesa de negociações, segundo avaliação de Clarissa Garotinho (Pros), uma dos dois deputados da região fluminense que fará parte do grupo. O outro é o parlamentar Hugo Leal (PSD).

Clarissa Garotinho citou como exemplo negativo do passado a mudança da forma de tributação do petróleo, que, ao passar a ser feita no destino e não na origem, prejudicou a arrecadação do Estado do Rio:

"O Rio de Janeiro ficou com representatividade pequena na comissão e precisa estar atento à Reforma Tributária. No passado, já perdemos muito quando a tributação do petróleo deixou de ser na origem e passou a ser cobrada no destino. Enquanto boa parte da bancada fluminense está ocupada com a polarização que vive a política no país, a Reforma Tributária vai pedindo passagem quase sem representantes do nosso estado", disse Clarissa.

Para se ter uma ideia da baixa representatividade, o Estado da Bahia teve três senadores nomeados na comissão, e Pernambuco teve quatro deputados, a maior cota entre todas as federações. De acordo com dados do IBGE, o PIB (soma de todas as riquezas produzidas) do Estado do Rio é 2,49 vezes maior do que o da Bahia e 3,69 vezes maior do que o de Pernambuco.
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