Botijão de gás de cozinha vai cair 5% - Agência Brasil
Botijão de gás de cozinha vai cair 5%Agência Brasil
Por MARTHA IMENES
Para conter as perdas provocadas pela pandemia do coronavírus, que fez o preço do petróleo cair em todo o mundo, a Petrobras decidiu reduzir o preço da gasolina em 12%, do diesel em 7,5% e do gás liquefeito de petróleo - o gás de botijão - em 5%. A redução do GLP é válida para o gás que abastece indústria e comércio.

De acordo com a estatal, os preços dos combustíveis seguem a política da empresa de repassar para o mercado a paridade com o preço internacional. Analistas avaliam que a notícia afeta ainda mais o fluxo de transporte no mundo, já bastante restrito por causa da pandemia. A gasolina, junto com o diesel e o QAV (querosene de aviação) são responsáveis por 60% do consumo global de petróleo. A Petrobras informou ainda que vai reduzir o preço do diesel marítimo em 7,7% e das térmicas em 7,6%, para o diesel S500, e em 7,8% para as unidades que utilizam S10.

De acordo com o analista Thadeu Siva, da INTL FCStone, o preço da gasolina caiu R$ 0,1820 e o diesel automotivo R$ 0,1330 nas refinarias. "Estamos calculando o valor exato da paridade agora, mas a janela de importação segue aberta", disse à Agência Estado. "A redução segue a estratégia de suavizar os movimentos do mercado internacional, repassando aos poucos a queda, o que preserva a margem e evita novos reajustes no caso de uma retomada", explicou.

Queda ao consumidor
Com esta nova redução, o preço da gasolina vendida pela Petrobras nas refinarias já caiu 30,1% e o diesel 29,1% no ano, mas ainda não foram repassadas totalmente para o consumidor, avaliam analistas, que já previam uma queda gradual nas bombas dos postos de abastecimento. O impacto maior, alertam, será na arrecadação dos royalties para os governos.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos postos de abastecimento a gasolina desde janeiro até o dia 14 de março caiu 1,3% e o diesel 3,8%. A expectativa de arrecadação de royalties, pela projeção da ANP, seria de R$ 28,4 bilhões em 2020, sendo R$ 5,9 bilhões para o Rio de Janeiro, maior estado produtor. A simulação porém leva ainda em conta uma média de preço do petróleo de US$ 60,10 o barril e da cotação do dólar em R$ 4,05.