Fábio Galvão, da Codin: força-tarefa para impulsionar a economia - Divulgação
Fábio Galvão, da Codin: força-tarefa para impulsionar a economiaDivulgação
Por MARTHA IMENES

O Estado do Rio de Janeiro já olha bem mais adiante no que diz respeito à economia quando a pandemia do coronavírus acabar. A Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais (Sedeeri), vai criar uma força-tarefa que seguirá um fluxo especial de trabalho para acelerar a retomada econômica fluminense na pós-crise sanitária, a partir dos resultados verificados em abril e maio de 2020 na execução das políticas públicas para o desenvolvimento industrial.

A força-tarefa vai se concentrar em atender os agendamentos presenciais que foram suspensos durante a pandemia, cujas questões a serem solucionadas demandam a elaboração de projetos, preparação de estudos e levantamentos sobre as áreas pertencentes à Codin nos distritos industriais. Também serão reforçadas questões como a adoção de medidas judiciais e administrativas, a realização de visitas “in loco” e outras diligências determinadas pelas comissões de avaliação de incentivos fiscais e pelo Conselho de Administração da companhia.

Fábio Galvão, presidente da Codin, lembra que o setor estava em recuperação antes do surto do coronavírus. “A indústria fluminense vinha crescendo 2,3%, bem acima da média nacional e à frente na comparação com outros estados, como São Paulo, que praticamente ficou estagnado, apresentando crescimento industrial de 0,2%, e Minas Gerais, que encolheu 5,6%”, relembra. A maior parte dos investimentos atraídos pelo Rio de Janeiro veio do setor privado, o que indica que o crescimento projetado da indústria no estado tem uma perspectiva sustentável.

Apesar das questões relacionadas ao isolamento social, Galvão ressalta que os atendimentos presenciais suspensos foram substituídos por atendimentos realizados com o apoio de sistemas eletrônicos, como o chat no portal da Codin e o e-mail da presidência ([email protected]). Além disso, a Companhia conta um canal de WhatsApp institucional (21-99615-7226), criado especialmente no período da pandemia e que está disponível ao público e às empresas interessadas.

“Com essa divulgação dos canais disponíveis, a Codin está conseguindo agilizar a análise dos pedidos de incentivos fiscais. Ao todo foram realizados 27 atendimentos com o apoio de meios digitais. Na última reunião da Comissão Riolog em abril, foram enviados 24 casos para serem analisados pelos membros do Colegiado, o que é um recorde de casos pautados em uma única reunião da comissão, na atual administração. Desse total, 75% dos pleitos foram deferidos, representando uma arrecadação projetada de ICMS em torno R$ 132,8 milhões e 615 empregos gerados nos próximos 5 anos”, revela Galvão.

A força-tarefa será composta por integrantes das diretorias de Competitividade-Econômica-Tributária, de Desenvolvimento Industrial, de Novos Negócios e de Governança, Controles e Conformidade. A diretoria executiva da Codin vai estabelecer os critérios das ações prioritárias a serem adotadas, seguindo as previsões econômicas da diretoria de Novos Negócios que indicam um movimento de revalorização gradual e moderada do real ante o dólar, mais próximo ou inferior a R$ 5,5/US$ do que ameaçar uma nova escalada para R$ 6/US$. Além disso, há a estimativa de sustentação do Ibovespa acima de 80 mil pontos, sendo este um fator que deve beneficiar a redução do nível de volatilidade e incertezas da agenda econômica, contribuindo para a previsibilidade e reconquista da confiança no setor industrial.