Guedes defende nova CPMF para transações digitais: 'É feio, mas não é tão cruel'

Ministro da Economia pretende taxar transações digitais em cerca de 0,2%, com o crescente aumento deste tipo de movimentação financeira

Por O Dia

Ministro Paulo Guedes
Ministro Paulo Guedes -
Rio - O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan na noite desta quarta-feira, que o governo realmente pretende implementar um imposto sobre transações digitais, nos moldes da antiga CPMF. "É feio, não é muito bonito, mas não é tão cruel", afirmou ele. 
A proposta, que vai entrar na reforma tributária que será apresentada ao Congresso, é taxar transações digitais em cerca de 0,2%, com o crescente aumento deste tipo de movimentação financeira. Como justificativa, o ministro disse que isso permitirá a redução de outros impostos, levando em consideração um cenário com o regime de trabalho mais flexível.
"O imposto sobre transações financeiras é feio, mas não é tão cruel. E vai ter que escolher entre algo que seja feio, mas não tão cruel, porque a pandemia revelou que, entre o mundo da CLT e o mundo da assistência social, existem 38 milhões de invisíveis, que são vítimas dos encargos trabalhistas, do excesso de impostos sobre a folha, que perderam a oportunidade de integrar à economia formal por causa disso", defendeu.

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