De acordo com a Receita Federal, o crédito bancário para 198.967 contribuintes será feito no dia 30, no total de R$ 399 milhões - Marcelo Camargo / Agência Brasil
De acordo com a Receita Federal, o crédito bancário para 198.967 contribuintes será feito no dia 30, no total de R$ 399 milhõesMarcelo Camargo / Agência Brasil
Por ESTADÃO CONTEÚDO
Brasília - Em coletiva de imprensa para explicar a reforma tributária enviada pelo governo federal nesta terça, 21, o secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, apresentou o projeto como uma "enorme simplificação" de tributos no País. O Executivo enviou a proposta com a primeira fase das mudanças formuladas pela equipe econômica.

"Não é só uma reformulação do PIS e Cofins, é um modelo completamente novo. Nós estamos abandonando duas contribuições que acabam sendo distorcidas ao longo dos anos, das décadas, em função de inúmeras alterações que foram feitas nas suas matizes", disse o secretário.

Com a criação da Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), de acordo com o chefe da Receita, vai ser possível ter a visão real sobre a carga tributária no produto.

Se o projeto for aprovado no Congresso, o secretário afirmou que será possível implantar uma "total desoneração das exportações". Quem exporta poderá ser compensado com o crédito ou receber o valor do ressarcimento em dinheiro. A compensação será calculada a cada trimestre.

A cumulatividade da base do PIS e da Cofins será extinta, disse Tostes, com a cobrança do tributo apenas sobre o Valor Agregado da empresa e possibilitando um aproveitamento integral dos créditos verificados pela empresa na produção e comercialização dos produtos.

Receitas não proporcionais como dividendos, rendimentos de aplicações financeiras e juros de capital próprio não entrarão na base de cobrança, pontuou Tostes. Isso resolve uma série de litígios e discussões sobre o que incide de fato hoje na base PIS/Cofins.