'Déficit de R$ 96,096 bi é explicado por enfrentamento à pandemia', diz secretário do Tesouro

Bruno Funchal também disse que 'há melhora na arrecadação líquida da Previdência com o fim do diferimento de impostos aplicado durante a pandemia'

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Secretário do Tesouro, Bruno Funchal: hoje, congelamento de salários e contratações são únicas opções
Secretário do Tesouro, Bruno Funchal: hoje, congelamento de salários e contratações são únicas opções -
O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, avaliou nesta terça-feira, que o déficit primário de R$ 96,096 bilhões do Governo Central em agosto é explicado pelo enfrentamento à pandemia de covid-19. No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o resultado primário é negativo em R$ 601,283 bilhões. Em 12 meses até agosto, o governo central apresenta um déficit de R$ 647,8 bilhões - equivalente a 8,96% do PIB.

Funchal declarou que a redução do déficit do INSS em agosto ocorreu devido à antecipação para abril do pagamento da parcela do 13º benefício que deveria ter sido pago no mês passado. Já o resultado do INSS foi um déficit de R$ 10,194 bilhões no mês passado, chegando a um rombo de R$ 225,513 bilhões acumulado em 2020. "Também há melhora na arrecadação líquida da Previdência com o fim do diferimento de impostos aplicado durante a pandemia", completou.

Receita

Funchal destacou que a alta real de 1,0% nas receitas totais do Governo Central em agosto na comparação com o mesmo mês de 2019 se deve em parte ao fim do diferimento de impostos (recolhimentos do INSS e pagamento de PIS/Cofins aplicado pela Receita Federal durante a pandemia de covid-19. No acumulado do ano até agosto, porém, ainda há uma queda real de 15,0% na arrecadação total em relação ao mesmo período do ano passado.

"Os piores meses para a receita líquida foram abril, maio e junho. Já agosto foi o primeiro mês positivo em relação a 2019, com alta de 5,8% na receita líquida. Parte é explicada pela recuperação econômica e parte pelo fim do diferimento", explicou

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