25 DICAS VALE ESTA - ARTE KIKO
25 DICAS VALE ESTAARTE KIKO
Por MARTHA IMENES
A nova ferramenta para transferência instantânea e pagamentos, o Pix, só vai entrar em operação no dia 16, mas espertalhões já criaram formas de roubar dados e prejudicar o consumidor. Isso porque desde 5 de outubro foi aberto um canal para o consumidor cadastrar chaves específicas nos bancos e poder fazer a transação. E foi justamente neste ponto que os golpistas entraram em ação. E isso fez a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) acender o sinal vermelho. No quadro ao lado a Febraban listou 25 medidas que ajudam o consumidor a não cair em golpe e a manter seu ambiente virtual seguro. Confira.

E como funciona o golpe? Os cibercriminosos lançaram "iscas" pela internet solicitando o pré-cadastro para o sistema, inclusive por email. O objetivo seria coletar dados bancários e pessoais (como senhas de conta, celular e CPF), para que os golpistas possam ter acesso a uma futura conta Pix da vítima e, assim, efetuar transações em seu nome.

"O email que identificamos usava o nome de um banco popular e trazia um link para que o usuário fizesse o cadastro na conta Pix. O link em questão era direcionado a um site falso que simulava o banco e pedia que a vítima inserisse a sua senha bancária e seus dados", explica Fabio Assolini, analista sênior de cibersegurança da Kaspersky.

Essas chaves, orienta a Proteste, só devem ser registradas no aplicativo oficial do banco ou no site da entidade, nunca por meio de links recebidos por email, que são os pishings, ou WhatsApp.
"Os bancos e instituições financeiras não adotam esse procedimento. O correto é a pessoa entrar diretamente no site do banco, na página da instituição da qual é cliente, e preencher lá os dados para sua chave Pix", acrescenta Rodrigo Alexandre, especialista da Proteste.

"Os consumidores não devem acessar links recebidos por outros meios nem informar dados solicitados por telefone, por exemplo, pois essa não é a prática adotada pelos bancos", alerta.
Rodrigo lembra ainda que os links falsos costumam direcionar para sites que imitam o original da instituição financeira. Quando o usuário não percebe que se trata de golpe, acaba inserindo seus dados, os quais, no futuro, podem ser utilizados para vários tipos de fraude.

Cartilha alerta sobre golpes
A preocupação com a ação de criminosos cibernéticos é tanta que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e mais 29 instituições bancárias ampliaram suas ações para contribuir com o uso seguro da internet e dos canais digitais contra golpes e fraudes no ambiente digital.

"Segurança é uma preocupação permanente dos bancos, tanto que por ano são investidos R$ 2 bilhões em segurança da informação para que seus clientes façam suas transações bancárias com total tranquilidade", afirma Isaac Sidney, presidente da federação.

Na Febraban, as informações estarão disponíveis no site http://antifraudes.febraban.org.br/ e nas redes sociais da Federação - Youtube, Facebook, Twitter, Linkedln e Instagram.