Trabalhador temporário tem os mesmos direitos que os demais - Reprodução/ Internet
Trabalhador temporário tem os mesmos direitos que os demaisReprodução/ Internet
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Mesmo com a crise que o país enfrenta desde o ano passado em razão da pandemia do coronavírus (covid-19), o Brasil conseguiu abrir 142.690 vagas com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2020, que foi divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia.
O número é resultado de 15.166.221 contrações e de 15.023.531 demissões ao longo do ano passado. O estoque de empregos formais no país chegou a 38.952.313 vínculos.
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A pasta explica que o resultado se deu porque, a partir de julho, ocorreu retomada acentuada e recordes seguidos de geração de emprego formal, sendo o mês de novembro o melhor saldo informado pelas empresas para um único mês.
Porém, no mês de dezembro, o Brasil teve queda no número de vagas com carteira assinada, diferentemente dos cinco meses anteriores de alta. No mês passado, houve o encerramento de 67.906 vagas de empregos. Esse resultado vem do total de 1.239.280 admissões e 1.307.186 desligamentos. Entretanto, o fechamento foi inferior ao mesmo mês do anterior. Em 2019, foram encerradas 307.311 vagas.
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O Ministério da Economia afirma que o resultado positivo se deve ao plano econômico adotado pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia no ano passado. Uma das medidas foi o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm), que permitiu a redução da jornada de trabalho e salário e, ainda, a suspensão de contrato, com parte da renda do trabalhador sendo paga pelo governo. 
"O programa tem sido bem-sucedido em evitar demissões, em um ano tão atípico de enfrentamento de uma grave pandemia. Dados atualizados até 31 de dezembro mostram que o BEm permitiu 20.119.302 acordos entre 9.849.115 empregados e 1.464.517 empregadores no Brasil", afirma a pasta.
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No acumulado do ano, apenas o setor de Serviços teve saldo negativo, com fechamento de 132.584 vagas. A Construção (+112.174) e a Indústria (+95.588) lideram o ranking de contratações. Já no mês de dezembro, o Comércio foi a única atividade com saldo positivo (+62.599).
"O resultado do Caged mostra mais uma vez a força e a relevância do setor de construção civil para o país. Mesmo em um ano marcado por uma crise de proporções poucas vezes vista, o setor conseguiu continuar operando e, mais do que isso, gerou empregos que fizeram a diferença para o Brasil" afirma Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
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Regiões

Das cinco regiões do país, quatro tiveram saldo positivo no acumulado do ano. Apenas o Sudeste perdeu vagas (-88.785), puxado pelo Rio de Janeiro que, sozinho, fechou 127.155, enquanto Minas Gerais criou 32.717. No Norte, o destaque é para o Pará, com 32.789, mais da metade dos 62.265 empregos formais gerados na região.

No Nordeste, o Maranhão, com 19.753, e o Ceará, com 18.546, puxaram o saldo positivo de 34.689. No Sul, que teve 85.500 vínculos a mais, Paraná e Santa Catarina geraram 52.670 e 53.050, respectivamente. Já o Centro-Oeste teve Goiás como o principal criador de vagas, com 26.258 das 51.048 da região.
Foram 182.767 admissões e 109.603 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 73.164 empregos, envolvendo 17.949 estabelecimentos contratantes. Um total de 7.426 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.

Já a jornada em regime de tempo parcial teve saldo negativo de 13.143 postos de trabalho no ano, resultado de 163.060 admissões e 176.203 desligamentos. No período, a movimentação envolveu 42.448 estabelecimentos contratantes e 2.382 empregados celebraram mais de um contrato em regime de tempo parcial.
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O salário médio de admissão em dezembro foi de R$1.735,39. Comparado ao mês anterior, houve aumento real de R$ 26,45 no salário médio de admissão, uma variação de +1,55%.