Em funções como gerente e diretor, elas recebem 24% menos que eles, por exemplo, diz pesquisa
Em funções como gerente e diretor, elas recebem 24% menos que eles, por exemplo, diz pesquisaGetty Images
Por O Dia
Rio - Apesar de ocuparem os mesmos cargos e as mesmas funções, as mulheres chegam a ganhar até 34% menos que os homens. Já em funções como gerente e diretor, elas recebem 24% menos que eles, por exemplo. Os dados são de uma pesquisa salarial realizada em fevereiro deste ano pela Catho.
O gênero feminino também enfrenta outros obstáculos no mercado de trabalho. A relação entre maternidade e carreira implica, normalmente, em ter que lidar com desafios após a licença-maternidade e, às vezes, até antes do nascimento.
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Atualmente, com boa parte das empresas aderindo ao regime de trabalho home office, a junção de cuidados com o lar/filhos e atividades se tornou problemático. Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, 8,5 milhões de mulheres tinham deixado a força de trabalho no terceiro trimestre de 2020 (último dado disponível), na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Mas se qualificação é hoje algo que torna um candidato em destaque, por que as mulheres, mesmo com o maior nível de escolaridade, continuam ganhando menos? É esse um dos motivos que transparece um descompasso significativo, pois os dados do levantamento indicam que, apesar da acirrada disputa, as mulheres saem na frente no recorte de nível superior e pós-graduação completo.

Segundo o levantamento, 30% das mulheres possuem nível superior e pós-graduação, enquanto os homens, apenas são 24%. Mesmo assim, com uma qualificação um pouco menor, eles podem ganhar até 52% a mais que elas exercendo uma mesma função. A pesquisa elucida o distanciamento do profissional homem e mulher no cenário profissional. Fatores super relevantes como formação, qualificação e experiência profissional não bastam para igualar a balança. Apesar dos perceptíveis avanços, ainda há obstáculos a serem superados.

Ainda conforme o estudo, 52% é a maior disparidade nas médias salariais entre homens e mulheres identificada por nível de cargo. São nas ocupações de profissional especialista e graduado que as remunerações por gênero mais se distanciam, seguidos de profissional especialista técnico com 47% de diferença.
Área da tecnologia
Algumas áreas ainda são hostis à presença de mulheres. É o caso do segmento de tecnologia que, embora mesmo durante a pandemia manteve as contratações em ritmo acelerado, tem dificuldade em inserir as mulheres no setor, principalmente em cargos de liderança.

Segundo a pesquisa, somente 19% da área de tecnologia é composta por mulheres e, em média, elas ganham 11% menos que os homens da área. Em alguns cargos como engenheiros de sistemas operacionais em computação e gerente de desenvolvimento de sistemas, as mulheres chegam a ganhar, respectivamente, 33% e 18% menos que os homens. As mesmas funções são ocupadas por 15% e 19% de mulheres, apenas.