Nos últimos 12 meses, o IGP-M subiu 31,12%
Nos últimos 12 meses, o IGP-M subiu 31,12%Rovena Rosa/Agência Brasil
Por Brasil Econômico
A Fundação Getúlio Vargas admitiu estar estudando um novo formato para a pesquisa de inflação dos aluguéis, conhecido como IGP-M. Em entrevista à Exame, o economista e professor da FGV, Paulo Picchetti, justificou a dificuldade em encontrar valores efetivos dos contratos de locação para alterar os requisitos do levantamento.
O Índice Geral de Preços – Mercado passou a ser utilizado entre as décadas de 80 e 90 para medir os valores dos aluguéis em meio à hiperinflação registrada no país. A pesquisa é um dos quesitos que protege os inquilinos de aumentos exorbitantes em locações.
"É um desafio grande encontrar um valor confiável de transação para ter um índice baseado nisso. Envolve uma série de questões que vão além das legais, tem fatores de confidencialidade, de logística. Não temos previsão de data, isso não está sob nosso controle, depende dos parceiros", disse Picchetti à revista.
"A FGV está estudando isso. Estamos em fase preliminar de estudos para encontrar parceiros e metodologia para um novo índice de aluguéis. No entanto, do ponto de vista legal, não será um índice para ser adotado com força de lei do reajuste", concluiu.
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Nos últimos 12 meses, o índice subiu 31,12%, alta que assustou pesquisadores e deve se manter nos próximos meses com o aumento de casos da Covid-19. A crise econômica no país e o aumento da inflação também devem influenciar os reajustes nos contratos de locação.