Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair BolsonaroAgência Brasil - Isac Nóbrega/PR
Por iG - Economia
Rio - Nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a pesquisa de emprego realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ele, a metodologia que atendia outros governos pode mudar na nova gestão.
"Estamos criando empregos formais mês a mês. Mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE que atendia ao governo da época. No meu entender, é o tipo (de metodologia) errado. Pode mudar. É só ver o número de carteiras assinadas mês a mês. Saber se está aumentando e quantos estão na informalidade", disse ele em entrevista à CNN.
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A Pnad Contínua já havia sido criticada por ele há dois anos. Nesse trimestre, a pesquisa apontou 14,2% de desempregados no país, pior para o período desde o início da pesquisa do IBGE, em 2012. Ao todo, são 14,3 milhões de brasileiros desocupados, cerca de 200 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior, de agosto a outubro, e 2,4 milhões de pessoas a mais do que no mesmo trimestre de 2020, antes do início da pandemia.

Para o presidente, o aumento do desemprego se deve à crescente busca pela informalidade. Segundo ele, a metodologia do IBGE deveria abarcar também os que buscam o "ganha-pão" sem carteira assinada. 

"Vendiam churrasquinho de gato, água mineral no sinal, um biscoito na praia, um sorvete na arquibancada de futebol...", disse. "Não tem mais como catar latinha por aí, procuraram emprego".

Presidente pediu demissão 

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Após cortes de 96% no orçamento do instituto, a presidente Susana Guerra pediu demissão do cargo. Segundo responsáveis pelo Censo, a pesquisa ficaria inviável com os recursos propostos pela Câmara dos Deputados.
Ela sairá oficialmente do cargo nesta sexta-feira (9). Nos bastidores, existem esforços pela nomeação de um nome definido por critérios técnicos, que já esteja familiarizado com o funcionamento do IBGE. O nome do sucessor de Susana, porém, ainda não foi divulgado.