Empreendedores dão dicas para reposicionar negócio na internet em tempos de pandemia

Especialistas dizem que as pessoas estão mais presentes nos sites e nas redes sociais, e o crescimento ficou mais acessível

Por Marina Cardoso

Vívian Ramos, da marca Zâmbia, precisou mudar radicalmente o reposicionamento do negócio
Vívian Ramos, da marca Zâmbia, precisou mudar radicalmente o reposicionamento do negócio -
Rio - A pandemia do coronavírus provocou diversas mudanças nas empresas, mas uma das mais afetadas foram as micro e pequenas empresas. Desde março, os empreendedores têm precisado se reinventar para se adaptar à nova normalidade imposta pelo isolamento social. A internet se tornou a principal vitrine para as empresas. Uma pesquisa do Sebrae constatou que 28% das microempresas fluminenses resolveram apostar no digital.
"As pessoas estão trafegando mais nos sites e redes sociais. Está mais acessível para o empreendedor fazer seu negócio crescer", explica Bruno Bonfante, especialistas em negócios online.
Mas para o empreendedor migrar para a internet, Bonfante dá dicas. "O primeiro passo é conhecer quem são os seus clientes e ter um cadastro deles, mesmo que seja uma lista pequena. É provável que todos esses contatos, pelo menos, acessem e-mail. Como sugestão, pode ser uma mensagem de incentivo para o período de pandemia, o oferecimento de um serviço que mostre como ele pode superar este momento".
Outra dica é a presença ativa nas redes sociais."Um perfil parado é o mesmo que ter uma loja fechada. Olhar pelo menos três vezes ao dia a página e promoção é uma estratégia importante", analisa Bonfante.
Além das redes, há a possibilidade da criação de aplicativos e o marketplace - plataformas de grandes empresas que fornecem suas páginas para negócios menores alcançarem um público maior.
Monique adpatou as vendas e vai criar um aplicativo do buffet - Arquivo pessoal
 
 

 

Criação de conteúdos e até feiras virtuais

Para Vívian Ramos, dona da Zâmbia, marca de bijuterias, bolsas e calçados de artesãos da Baixada Fluminense, a mudança foi brutal. "Costumávamos trabalhar em eventos e pontos físicos de lojas colaborativas. Ainda estamos nos reestruturando digitalmente. Mas por conta da pandemia e nossa presença no online, percebemos um crescimento", conta ela.

Ela afirma que para promover relacionamento entre cliente e marca há uma dedicação na comunicação e na criação de conteúdo nas redes.

A D.A Gastronomia também precisou se reinventar nesse período. "O setor de eventos parou, mas as pessoas continuam comemorando mesmo dentro de casa. Com a crescente demanda já estamos nos preparando para lançar um aplicativo", explica Monique Abrantes, uma das sócias.

Mesmo com loja virtual, Patricia Gravina, sócia da marca de roupa Be Bird Store, precisou encontrar novas formas no ambiente virtual. Uma saída foi participar de feiras online. "Participei da Retoke. Uma iniciativa super bacana e mais uma forma de gerar visibilidade para o nosso trabalho", conta ela.

Dicas com os produtos

Segundo pesquisa realizada pela Square, 75% dos clientes dizem que as fotos dos produtos são muito influentes para a tomada de decisão para a compra. Por isso, a B2W indica fotos com boa qualidade, uma boa iluminação na hora de tirar a foto e explorar ângulos, para o cliente ver o produto de todos os lados.
O projeto Salve os Pequenos foi criado para conectar pequenos negócios a clientes em potencial. No Rio, mais de 1 mil foram cadastradas. "Esse período é de adaptação. Por isso, é importante apoiá-los para atravessar esta crise da forma mais saudável possível", afirma Bruno Dilda, diretor de negócios da Azulis.

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Vívian Ramos, da marca Zâmbia, precisou mudar radicalmente o reposicionamento do negócio Fotos de Arquivo pessoal
Empreendedores se reinventaram para enfrentar isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus Arquivo pessoal
Monique adpatou as vendas e vai criar um aplicativo do buffet Arquivo pessoal

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