Atividades voltadas para o comércio varejista de roupas e restaurantes foram as mais impactadas, aponta pesquisa
Atividades voltadas para o comércio varejista de roupas e restaurantes foram as mais impactadas, aponta pesquisaReginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Por O Dia
Rio - Com a crise provocada pelo novo coronavírus, o empreendedorismo se tornou a solução para que trabalhadores possam sobreviver e gerar renda. Em 2020, empreendedores fluminenses abriram mais de 307,8 mil pequenos negócios, com destaque para o setor de serviços com quase 160 mil novas empresas. Para a abertura de um novo negócio, salão de beleza (cabeleireiro, manicure e pedicure) e fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar foram as principais atividades escolhidas pelos microempreendedores individuais (MEI). É o que aponta levantamento do Sebrae Rio com base nos dados da Receita Federal.
“O empreendedorismo se tornou uma oportunidade para muita gente. Os pequenos negócios estão mantendo a economia. O setor de serviços cresceu muito. Das empresas abertas para esse tipo de atividade, no ano passado, os microempreendedores individuais representaram 88% do mercado. Um outro ponto que precisa ser destacado é que quando o negócio é formalizado, o empreendedor precisa ter conhecimento sobre os seus direitos, os benefícios e as suas obrigações”, explica Felipe Antunes, analista do Sebrae Rio.
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Do total de empresas abertas no estado do Rio, o setor de serviços abriu 159,9 mil empresas, seguido pelo comércio com 72,5 mil, indústria com 52,7 mil, economia criativa com 10,5 mil, turismo com 9,9 mil e agropecuária com 2,1 mil. Ao observar o desempenho dos pequenos negócios por atividade, lideram: serviço de escritório e apoio administrativo, comércio varejista de roupas, serviço médico ambulatorial e restaurantes que mais abriram empresas, segundo o levantamento.
Fechamento de empresas
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Ainda conforme a pesquisa, ao todo, 90,2 mil pequenos negócios fecharam no Estado do Rio de Janeiro. O setor de serviços foi o que mais fechou empresas (39,1 mil), seguido por comércio (28,8 mil), indústria (14 mil), economia criativa (4,1 mil), turismo (3,5 mil) e agropecuária (470).
As atividades voltadas para o comércio varejista de roupas e restaurantes foram as mais impactadas. Das microempresas que fecharam, 42% eram do setor de comércio.
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