Haddad afirma ser alvo de 'fortes ataques', mas promete não revidar

Em Campinas, candidato do PT voltou a criticar o PSDB e declarou que não solicitou reforço em sua segurança

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Fernando Haddad, candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores
Fernando Haddad, candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores -

São Paulo - Candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad disse nesta terça-feira que está sendo alvo de "fortes ataques" na campanha eleitoral, mas prometeu não revidar. "Nossa campanha é sempre propositiva, sem ataques nem pessoais nem partidários. Estamos recebendo ataques fortes, mas não vamos revidar porque acho que o Brasil está precisando de outra coisa, precisa de diálogo", disse Haddad em Campinas (SP).

Sem vestir a camiseta com a caricatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como estava fazendo desde o começo da campanha nas ruas, Haddad evitou fazer um prognóstico para o segundo turno da eleição e disse que "dez dias, no momento atual, é muito tempo" e que mudanças podem acontecer na disputa.

O petista voltou a criticar o PSDB. Ao ser perguntado sobre a propaganda da campanha de Geraldo Alckmin que relaciona o PT ao ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, Haddad disse que são os adversários que precisam responder sobre democracia. "Quem rompeu com o pacto democrático no Brasil, e eles próprios hoje reconhecem, foi o próprio PSDB."

Após ameaças sofridas pela candidata a vice-presidente Manuela D'Ávila (PCdoB), o presidenciável declarou que não solicitou reforço em sua segurança e que está seguindo o protocolo da Polícia Federal feito a todos os demais candidatos. A situação de Manuela, comentou, está sendo tratada de forma "específica".