Por Gabriel Sobeira

Rio - Mesmo proibida, a propaganda eleitoral acontece aos olhos de todos em diversos pontos da cidade, como de Realengo até Bangu, na Zona Oeste do Rio. Na Praça Primeiro de Maio, em Bangu, por volta das 10h, mulheres acompanhadas por quatro crianças distribuem santinhos para quem quer que passe. Elas usam menores para entregar panfletos de candidatos para eleitores. As crianças agem como se fosse uma brincadeira. Enquanto as mulheres conversam ou ficam no celular.

A distribuição de material de campanha durante a eleição é uma prática proibida pela Lei Eleitoral. Ela constitui crime punível com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

O lixo também impera. Em frente à Escola Municipal Nicarágua, na Praça Padre Miguel, em Realengo, uma mulher que distribuía panfletos simplesmente os espalhou no chão, como se fossem cartas.

“Todo ano de eleição é isso. Chega e ficam vários santinhos espalhados”, reclama a dona de casa Danielle Martins, 38 anos, moradora de Realengo. Para o vendedor Raimundo Cavalcante, de 55 anos, também morador do bairro, é uma questão de cultura. “O brasileiro tem por hábito fazer isso. Come algo e joga o papel no chão. Mesmo com uma lixeira a 50 metros de distância, como temos aqui. E nessa época de eleição não poderia ser diferente. Infelizmente”, afirma Cavalcante.

Já em Sulacap, em frente à Escola Flavio Martins Albuquerque, perto da CEFAP, o cenário era oposto. Sem santinhos no chão ou distribuição deles porque tinha homens da Força Nacional fazendo a segurança do local. “A votação aconteceu de maneira tranquila. Foi rápida e em quesito de segurança não tenho do que reclamar. Quem dera se em todo o Estado fosse assim”, torce um homem, que preferiu se identificar apenas como Robson, de 56, após votar na escola.

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