Por O Dia

Brasília - A Organização de Estados Americanos (OEA) realizou neste domingo sua primeira missão de observação eleitoral no Brasil, nas eleições marcadas pela tensão e pela ascensão do candidato de extrema direita à Presidência Jair Bolsonaro.

A Missão de Observação Eleitoral é liderada pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e integrada por 48 especialistas de 18 nacionalidades, espalhados em 13 dos 27 estados do Brasil.

Em um pronunciamento quatro horas após a abertura das urnas, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, afirmou que a presença desta equipe da organização com sede em Washington dá mais transparência ao processo.

Ann Ravel, especialista americana em regulação eleitoral, membro da missão da OEA, disse à agência de notícias "AFP" estar "extremamente impressionada" com o sistema brasileiro para "garantir um voto seguro" e afirmou que é "muito melhor" que o dos Estados Unidos, que "pode ser hackeado".

Usada há mais de 20 anos, a urna eletrônica é conhecida por sua confiabilidade e sua agilidade. Contudo, ao longo da campanha, seu uso foi questionado por Bolsonaro, que alertou para a possibilidade de fraudes.

Neste domingo, Flávio Bolsonaro, seu filho e candidato ao Senado pelo Rio, postou um vídeo que mostra a urna "autocompletando" o voto com o candidato do PT, Fernando Haddad, após ser digitado apenas o número 1. Pelo Twitter, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais negou erro na urna e afirmou que o vídeo foi manipulado.

A presidente do TSE lembrou que há muitas notícias falsas e manipulações circulando sem controle nesta campanha e garantiu que esse vídeo será investigado pelas autoridades cabíveis.

Weber admitiu que as autoridades eleitorais ainda estão "aprendendo a lidar com fake news", mas reiterou que o sistema é "ágil, seguro e nos inspira a maior confiança".

"É um sistema auditável, que permite a verificação de uma eventual fraude, mas até agora não temos nenhum caso comprovado", afirmou.

Desde 1962, a OEA realizou mais de 240 missões de observação eleitoral em 28 de seus 34 Estados-membro.

OEA faz primeira missão de observação eleitoral no Brasil

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BrasíliaBrasil | AFP | domingo 07/10/2018 - 16:02 UTC-2 |346 palavras

A Organização de Estados Americanos (OEA) realizou neste domingo (7) sua primeira missão de observação eleitoral no Brasil, nas eleições marcadas pela tensão e pela ascensão do candidato de extrema direita à Presidência Jair Bolsonaro.

A Missão de Observação Eleitoral é liderada pela ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla e integrada por 48 especialistas de 18 nacionalidades, espalhados em 13 dos 27 estados do Brasil.

Em um pronunciamento quatro horas após a abertura das urnas, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, afirmou que a presença desta equipe da organização com sede em Washington dá mais transparência ao processo. 

Ann Ravel, especialista americana em regulação eleitoral, membro da missão da OEA, disse à AFP estar "extremamente impressionada" com o sistema brasileiro para "garantir um voto seguro" e afirmou que é "muito melhor" que o dos Estados Unidos, que "pode ser hackeado".

Usada há mais de 20 anos, a urna eletrônica é conhecida por sua confiabilidade e sua agilidade. 

Contudo, ao longo da campanha, seu uso foi questionado por Bolsonaro, que alertou para a possibilidade de fraudes. 

Neste domingo, Flávio Bolsonaro, seu filho e candidato ao Senado pelo Rio, postou um vídeo que mostra a urna "autocompletando" o voto com o candidato do PT, Fernando Haddad, após ser digitado apenas o número 1. Pelo Twitter, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais negou erro na urna e afirmou que o vídeo foi manipulado.

A presidente do TSE lembrou que há muitas notícias falsas e manipulações circulando sem controle nesta campanha, e garantiu que esse vídeo será investigado pelas autoridades cabíveis. 

Weber admitiu que as autoridades eleitorais ainda estão "aprendendo a lidar com fake news", mas reiterou que o sistema é "ágil, seguro e nos inspira a maior confiança".

"É um sistema auditável, que permite a verificação de uma eventual fraude, mas até agora não temos nenhum caso comprovado", afirmou.

Desde 1962, a OEA realizou mais de 240 missões de observação eleitoral em 28 de seus 34 Estados-membro.

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