Bolsonaro se nega a falar sobre cancelamento de visita de comitiva ao Egito

Ao ser confrontado sobre o assunto, presidente eleito apenas reagiu: 'Não, não. Outro assunto aí. Outra pergunta'

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente eleito Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, em comemoração aos 30 anos da Constituição Federal
Presidente eleito Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, em comemoração aos 30 anos da Constituição Federal -

Brasília - Ao sair de almoço no Ministério da Defesa nesta tarde de terça-feira, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), evitou falar sobre polêmica envolvendo o seu futuro governo e os países árabes. Em rápida fala a jornalistas, Bolsonaro não quis comentar o cancelamento de visita oficial do governo brasileiro feito pelo Egito, em resposta à ideia de Bolsonaro de mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. Bolsonaro apenas reagiu: "Não, não. Outro assunto aí. Outra pergunta".

Em referência às relações com o exterior, Bolsonaro disse que irá ampliar o comércio com a China e falou sobre a visita que recebeu do embaixador do país. "Estive com o embaixador da China na minha casa. Vamos ampliar o comércio. Reafirmei que não teremos qualquer comércio com viés ideológico. Não é direita nem esquerda, é a economia do Brasil que interessa. E o embaixador saiu muito bem impressionado", disse.

Depois, o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, questionado sobre possível contingenciamento do orçamento das Forças Armadas, disse, a princípio, que as Forças Armadas "fazem um trabalho prioritário", mas, depois, ponderou que contingenciamento é "natural". Ele ressaltou, no entanto, que eventuais cortes devem ser anunciados no início do ano para não prejudicar a programação da área.

Sobre o papel das Forças Armadas no novo governo, Bolsonaro afirmou: "Os militares nunca deveriam ter deixado de ter lugar de destaque. As Forças Armadas são guardiãs da Constituição e as Forças Armadas ocuparão lugar de destaque. Voltarão a fazer parte na mesa ministerial mesmo na informalidade". Mais cedo, o presidente eleito disse que, segundo o seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, não haverá contingenciamento nas Forças Armadas.