Candidata à Prefeitura do Rio pelo PDT, Martha Rocha, no Méier - Samuel Barcelos
Candidata à Prefeitura do Rio pelo PDT, Martha Rocha, no MéierSamuel Barcelos
Por O Dia
A candidata à Prefeitura do Rio pelo PDT, Martha Rocha, defendeu, nesta segunda-feira, a realização de um mutirão escolar na rede de ensino para enfrentar os desafios do próximo ano para a educação carioca.
Segundo a candidata, o trabalho seria realizado por pessoas contratadas nas comunidades próximas às unidades e as adequações seguiriam normas sanitárias de controle da Covid-19. Martha Rocha e o vice, Anderson Quack, percorreram as ruas do Méier, bairro que faz parte da 3ª Coordenação Regional de Ensino, e que registrou uma das médias mais baixas de notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
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A candidata afirmou que sua principal missão à frente do governo será o retorno do conceito dos Cieps, como modelo de educação da cidade. Martha se comprometeu a ampliar a oferta do ensino de tempo integral para 50% da rede até 2024.
"A cidade do Rio de Janeiro tem 99 Cieps, no universo de mais de 1500 escolas. Boa parte destes Cieps não estão funcionando em horário integral. Há um estudo do Tribunal de Contas do Município que fala que boa parte das escolas precisam de obras de infraestrutura. Então, em primeiro lugar, nós vamos fazer um grande mutirão de reforma das escolas. E vamos retomar o projeto dos Cieps", afirmou.
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Martha Rocha detalhou seu plano de governo para a Educação. Segundo ela, para garantir a infraestrutura para as atividades extracurriculares, a prefeitura irá buscar parcerias.
"Nós vamos estabelecer um projeto 'Escola Bairro'. Vamos fazer o mapeamento em todos os bairros para identificar quais os espaços esportivos, como quadras, piscinas e quais os espaços culturais disponíveis para imediatamente colocar em prática, não só o horário integral, mas também a integração com o esporte e cultura".
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Sobre o próximo ano letivo, a candidata lembrou que o retorno das aulas presenciais será condicionado às orientações da ciência e a um acordo reunindo pais, profissionais da saúde e de ensino, priorizando a segurança sanitária de todos.
"Nós vamos fazer um planejamento estratégico para conseguir a reposição das aulas perdidas e, se houver necessidade, iremos preparar nossos alunos para a aula à distância, garantindo não só o conteúdo, mas também alimentação, porque hoje os alunos estão sofrendo de insegurança alimentar. E este planejamento vai ser discutido com a área da saúde, com os profissionais da educação, com os pais, com o Ministério Público e com a Defensoria Pública. Os nossos alunos, se necessário for, terão aula à distância, terão alimentação, mas também terão sobretudo a reposição das aulas deste ano que foi perdido para os alunos da rede municipal", concluiu.