Candidato à Prefeitura do Rio pelo PSL, Luiz Lima, em Jacarepaguá - Divulgação
Candidato à Prefeitura do Rio pelo PSL, Luiz Lima, em JacarepaguáDivulgação
Por O Dia
O candidato à Prefeitura do Rio pelo PSL, Luiz Lima, fez uma caminhada, nesta segunda-feira, pelas ruas da Freguesia, em Jacarepaguá. Após ouvir diversas reclamações de moradores sobre o sumiço de linhas de ônibus e a qualidade do transporte público na Zona Oeste, ele afirmou que, se for eleito, as empresas terão que atender à demanda da região. Caso contrário, segundo o candidato, a prefeitura abrirá uma nova licitação para exploração do serviço.

"Ouvi na mesma rua e num curto espaço de tempo três senhores falando a mesma coisa, que três linhas sumiram da Freguesia. Agora, eles têm que pegar duas conduções. Antigamente, eles pegavam apenas um ônibus. São reclamações recorrentes em toda a Zona Oeste. O transporte público sempre será um bom negócio para as empresas e concessionárias. É claro que existem linhas menos ou mais lucrativas, mas que, no final das contas, se houver equilíbrio, elas vão servir bem ao cidadão e ao empresário. Cabe ao poder público exigir, de fato, quando é dada a concessão, que se cumpra o bom atendimento à população. O transporte coletivo tem que estar presente sempre na vida do cidadão. A gente não pode privilegiar só quem tem condição de usar transporte privado. A concessionária que quiser prestar um bom atendimento, que quiser fazer um uso empresarial do negócio, vai ter que atender à população e às exigências da prefeitura. Se a prefeitura não faz uma exigência que abrange todo o território, o erro parte da prefeitura. Se o contrato não está sendo atendido, o erro é da concessionária, que deve ser substituída", criticou.

Ainda sobre a falta de ônibus em Jacarepaguá, Luiz Lima lembrou que a situação se repete por toda a cidade e anunciou propostas para melhorar o deslocamento dos moradores.
"A gente consegue resolver com planejamento, gestão por resultado, monitoramento da matriz de tempos de deslocamento e, principalmente, fiscalização. Entendemos que as empresas foram atingidas pela falta de passageiros e tentaram se readequar para diminuir os prejuízos, mas é obrigação dos governos exigir que as concessionárias prestem um serviço que garanta mobilidade dignamente para a população. Caso esse consenso não seja possível, tem que se fazer uma nova licitação. A atual Secretaria de Transportes alega que aplicou 4.092 multas aos quatro consórcios e ao BRT, mas nas ruas a gente vê que não há qualquer resultado."

Além de melhorar a operação do BRT e recuperar estações fechadas, Luiz Lima afirmou que vai garantir mais segurança para os passageiros.
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"A gente precisa instituir um cronograma para que essas estações voltem a funcionar. Junto com o meu vice, o delegado Fernando Veloso, podemos implementar uma ação integrada da Guarda Municipal com a Polícia Militar para manutenção da segurança das estações. Vamos trabalhar também para encontrar uma solução técnica para amenizar o desequilíbrio econômico-financeiro do sistema, alegado pela concessionária BRT Rio, na tentativa de evitar a revisão tarifária."

Durante a panfletagem pela Estrada dos Três Rios, uma das mais movimentadas da Freguesia, o candidato falou ainda sobre projetos para a área de segurança.
"A gente quer reforçar o Segurança Presente com a Guarda Municipal. Nós temos um efetivo de 7.300 homens na corporação, e essa integração entre Guarda Municipal e PM tem que existir. Está no nosso plano de governo. Temos falado isso desde o início da campanha. Outros candidatos que não falavam sobre isso e cruzavam os braços, graças a Deus, também abriram os olhos. A gente quer armar e treinar bem esses guardas, não armando todos de uma vez, mas sim treinando parte deles, para que num prazo de seis meses, um ano, possamos alcançar um efetivo de 20%, o que corresponde a 1.500 guardas. Seria a quantidade de homens existentes em três batalhões reforçando junto com a PM. É o município agindo em parceria com o estado em prol da segurança da população", detalhou.

As áreas da saúde e da educação também foram abordados nas conversas com eleitores.
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"A prefeitura não pode deixar faltar recursos para a saúde e para a educação. Elas serão prioridades no nosso governo. Nós temos 237 clínicas da família que precisam ser assistidas e precisam ter médicos especialistas. A gente tem que investir. Precisamos garantir a atenção básica à saúde para evitar o congestionamento dos hospitais municipais, que são 25. Além disso, vamos implantar o terceiro turno cirúrgico nos hospitais para diminuir as filas. Na educação, precisamos retomar as aulas de imediato. Assim como funciona na Europa, que pode até ter lockdown, mas escola e universidade não fecham em hipótese alguma, ainda mais no Rio, que possui um déficit escolar que já existia, com crianças semi-alfabetizadas. Precisamos resgatar essas crianças e garantir o futuro delas."

Questionado se pretender manter as OSs à frente de unidades de saúde, o candidato ressaltou algumas das vantagens do modelo de gestão, mas disse que a fiscalização da prefeitura será diária em seu governo.
"As OSs deram certo em São Paulo. É claro que as empresas precisam cumprir aquilo que foi tratado com a prefeitura. A gente tem que perceber que o recurso do mais simples cidadão estão sendo investido, de fato, na saúde. A OS desburocratiza a contratação de pessoas e a compra de equipamentos, mas ela não pode ser um ralo de corrupção. Se não está sendo eficiente, se o cidadão não está sendo bem tratado, é claro que o secretário de Saúde vai substituir esse modelo. Vamos dar a chance para que o serviço seja executado da maneira correta. Se não estiver funcionando, abre-se uma nova licitação para outra empresa, ou o município, através da RioSaúde, pode direcionar e cuidar das clínicas da família e dos hospitais. A prioridade tem que ser cuidar do cidadão e acabar com a corrupção", completou.