Candidata à Prefeitura do Rio pelo PSOL, Renata Souza, no Centro  - Divulgação
Candidata à Prefeitura do Rio pelo PSOL, Renata Souza, no Centro Divulgação
Por O Dia
Nesta quinta-feira, no Centro do Rio, a candidata à Prefeitura da cidade pelo PSOL, Renata Souza, afirmou que o assassinato do cineasta Cadu Barcellos é um exemplo de violência ao qual os cidadãos cariocas estão submetidos.
Renata garantiu que, sob o comando da Prefeitura, vai organizar um pacto para reduzir a violência na cidade e também para atuar com inteligência. “A perversidade da violência leva a esta situação complemente absurda que vivemos hoje. Temos que ter uma segurança integrada preventiva com possibilidade de garantir a todos os cidadãos condições de dignidade humana”, afirmou.

Segundo Renata Souza, o direito à cidade é fundamental. Por isso, segundo a candidata, é necessário garantir o direito de ir e vir de todos com segurança. Ela afirmou ainda que seu programa vai dialogar com os governos estadual e federal para que não se tenha operações policiais perto de escolas, creches ou hospitais. “Não é possível que nossas crianças sejam mortas, como aconteceu com a Maria Eduarda, com o Marcos Vinícius, da Maré ou como a Ágata no Complexo do Alemão. É fundamental uma segurança cidadã, que garanta os direitos humanos”.

A candidata também lembrou que é preciso uma atuação firme do prefeito, que tem sob sua reponsabilidade quase 7 milhões de pessoas. “O Rio não pode ficar submetido a alianças com o que de mais nefasto existe na política. Tem que ter independência da política do ódio, do medo, da barbárie, da mentira, da defesa da violência. Aqui gestamos o bolsonarismo que amplifica toda essa perversidade. Aqui temos que derrotá-lo e só nós podemos fazê-lo. E isso é na política”.

Por fim, Renata Souza voltou a perguntar “quem mandou matar Marielle”?. O assassinato completa, neste sábado, dois anos e oito meses. “É uma vergonha para o país que esse feminicídio político fique impune. Mataram Marielle Franco, uma mulher, uma parlamentar, em pleno Centro do Rio de Janeiro e a polícia não chega ao mandante. Nesse país todas e todos nós, corpos negros, vivemos na linha de risco. Ontem foi a Marielle. Nesse momento nossa deputada federal Talíria Petrone está sob ameaça direta. Todas nós somos ameaçadas. Nossos jovens mortos pelo Estado e nada acontece. Vamos ganhar essa Prefeitura e fazer do espaço político um espaço de resistência e mudança. Defendemos a vida e o respeito integral aos direitos humanos também dentro das favelas, na periferia e nos corpos pretos, pra nós vidas negras importam”, concluiu.