Por pedro.logato


Minas Gerais - “Yes, we C.A.M.”! O Atlético-MG é campeão da Libertadores. Na base da garra, em um Mineirão completamente lotado gritando que acreditava, o clube fez o que precisava e venceu o Olimpia por 2 a 0, gols de Jô e Leonardo Silva. Nos pênaltis, brilhou novamente a estrela de “São Victor”, que garantiu o inédito título continental após triunfo por 4 a 3.

Atlético-MG venceu Libertadores de forma históricaDivulgação

Foi a quarta taça consecutiva de times brasileiros, algo inédito na história. Internacional, Corinthians e Santos foram os campeões dos últimos três anos. O título eleva Cuca, enfim, ao rol dos técnicos mais vitoriosos do País e Ronaldinho alcança o último troféu que faltava à sua extensa galeria.

A festa nas arquibancadas foi bonita. Houve queima de fogos de artifício e a exibição de um gigante mosaico no momento em que a equipe atleticana entrou em campo. Mantra do clube desde a semifinal, a frase “Yes, we C.A.M.” foi exibida. Durante os 120 minutos e mais a cobrança de pênaltis, a torcida cantou incasavelmente o hino do time e o já eternizado “eu acredito”.

O grito agora será cantado em outra parte do mundo. A conquista credencia o Atlético-MG ao Mundial de Clubes, que será disputado pela primeira vez em Marrocos. E que venha o Bayern de Munique.

Diferentemente de suas outras partidas em casa nesta Libertadores, os atleticanos não conseguiram sufocar o adversário desde o início. O time brasileiro até ficou com a bola, mas teve muita dificuldade para penetrar na bem postada defesa paraguaia.

Com o Olimpia defendendo com dez jogadores atrás da linha da bola, a arma do Atlético-MG foi explorar as jogadas pela linha de fundo. A insitência pelo alto foi alto, mas sem sucesso. Michel, substituto de Marcos Rocha na lateral direita, foi bem no ataque e levou perigo em cruzamentos, mas deixou muito espaço em suas costas. No primeiro tempo, foram dos paraguaios as melhores chances de gol, ambas defendidas por Victor.

Gols incendeiam Mineirão
Para a segunda etapa, o técnico Cuca colocou Rosinei no lugar de Pierre e a mudança surtiu efeito logo no primeiro minuto de jogo. O volante cruzou e contou com falha da zaga do Olimpia para a bola sobrar para Jô abrir o placar. O gol inflou o Mineirão e abalou os paraguaios, que quase tomaram o segundo na sequência em tentativa de Diego Tardelli.

O Atlético-MG colocou uma bola na trave com Leonardo Silva e viu o goleiro do Olimpia fazer três grande defesas. Cuca tirou Michel e chamou Alecsandro para o jogo. Guilherme entrou na vaga de Diego Tardelli. Estava declarado o jogo de ataque contra defesa previsto por Ronaldinho.

Os paraguaios ainda tiveram o zagueiro Manzur expulso para aumentar a pressão brasileira. Mesmo assim, a única jogada de criação atleticana seguiu sendo a bola aérea. Mas foi dessa forma que veio o segundo gol. Leonardo Silva completou cruzamento de Bernard e manteve viva a esperança mineira, levando a disputa para a prorrogação.

“São Victor” se consagra
Os 30 minutos complementares foram de pressão total do Atlético-MG. Em diversas oportunidades o time esteve perto de marcar o que seria o gol do título, mas a bola na entrou. Nos pênaltis, Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo Silva converteram. Já “São Victor” repetiu seus milagres e garantiu a taça para os atleticanos.

Você pode gostar