Três anos após saída conturbada, Love rende R$ 700 mil ao Palmeiras

Time paulista é o clube formador do atacante e também lucrou com a transferência dele do CSKA para o futebol chinês

Por rafael.arantes

China - Há pouco mais de três anos, Vagner Love deixou o Palmeiras sendo considerado um dos responsáveis pela perda do título brasileiro em 2009 e foi repassado ao Flamengo até por questões de segurança, já que sofreu agressão de torcedores. Mas o atacante, agora, rendeu um bom valor ao clube. Por ser formador do centroavante, o Verdão ficará com R$ 700 mil de sua transferência para o futebol chinês .

Vagner Love trocou o CSKA Moscou, da Rússia, pelo Shandong Lunen, da China, por 12 milhões de euros (cerca de R$ 35 milhões) de acordo com a imprensa russa. Como formador, o Palmeiras tem direito a 2% desse valor.

Love deixou o CSKA%2C da RússiaDivulgação

O centroavante saiu das categorias de base do clube, e já com polêmica: o apelido Love surgiu porque ele foi afastado da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2003, da qual foi vice-campeão, por acusação de levar uma mulher para a concentração.

No mesmo ano, o jogador foi o artilheiro da primeira Série B do Brasileiro disputada pelo Verdão, e conquistada pelo clube, fez parte da Seleção Brasileira campeã da Copa América de 2004 e acabou vendido para o CSKA.

Em 2009, Love voltou ao Palestra Itália para atuar por empréstimo e já tendo despertado raiva em palmeirenses, pois, em 2005, chegou a dar entrevista como jogador do Corinthians - transferência que não se concretizou. O camisa 9 recebeu novas críticas por seu desempenho na frustrante perda do título nacional e foi para o Flamengo, onde teve duas passagens, em 2010 e 2012.

Agora fora do CSKA, ele rende um montante considerado interessante principalmente pelo momento financeiro do Verdão. A diretoria ainda não conseguiu um patrocinador para a camisa - apenas a TIM aparece nos números - e jogadores que estavam no elenco no ano passado seguem à espera do pagamento de dois meses de parte de seus salários, uma dívida deixada por Arnaldo Tirone, presidente antecessor a Paulo Nobre.

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