Lazaroni e o seu projeto caloroso

Técnico no Catar, Lazaroni crê no sucesso do país na realização da Copa do Mundo de 2022

Por pedro.logato

Catar - A trajetória de Sebastião Lazaroni no Brasil é conhecida. Campeão carioca pelo Flamengo (1986) e pelo Vasco (1987), da Copa América pela Seleção (1989) — conquista que o manteve no cargo até a Copa do Mundo de 1990 —, o técnico hoje faz história no outro lado do mundo.

Lazaroni faz sucesso no mundo árabeDivulgação

Após passar por clubes da Europa e da América Central, ele dirige o Catar SC, outro capítulo em sua experiência asiática (ainda trabalhou na China e no Japão). Porém, mais do que títulos — conquistou a Copa do Príncipe Herdeiro —, quer ajudar a consolidar o futebol no país que irá sediar a Copa do Mundo de 2022.

Ex-treinador e consultor da seleção catari (levou a equipe à segunda fase das Eliminatórias), Lazaroni está feliz no Catar. E pronto para aumentar a paixão do povo local pelo esporte bretão.

“Os jogadores têm forte sentido profissional. Falta um pouco mais de prazer, mas estão amadurecendo. Só precisam ter mais confiança em campo”, avalia Lazaroni, que, em relação aos dirigentes, ressalta a diferença para seus pares tupiniquins. “Aqui eles são sérios e cumprem a palavra”, frisa.

Daí sua confiança em relação ao Mundial. Se dentro de campo a seleção do Catar ainda é uma incógnita, fora dele Lazaroni tem certeza de que nem o forte calor que assola o país será adversário para o sucesso da competição:

“Doha já é um canteiro de obras e o aspecto econômico pesa a favor. Além da vontade política de fazer um grande evento. Só o calor pode atrapalhar. Mas vão dar um jeito de amenizá-lo. Os torcedores vão sofrer mais, já que os estádios climatizados não atrapalham os jogadores. Como dinheiro não é problema, alguma coisa será feita até lá.”

Lazaroni só não crê em um Mundial disputado no inverno asiático, no fim do ano.

“Isso vai atrapalhar o calendário do futebol mundial. Acho difícil que ocorra tal mudança”, diz o treinador, que vê o Brasil como favorito ao hexa em 2014.

“A nossa retomada foi fantástica. Quem vive fora do Brasil tem orgulho de ver nossa escola renascer, com futebol ágil e insinuante. Com atitude. A geração atual pode ganhar o hexa. O fator casa ajuda”, observa Lazaroni, sem temer o fantasma de 1950.

“Em 1989, na Copa América, contra o mesmo Uruguai, mostramos que a derrota em 50 foi uma fatalidade”, analisa.

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