Por pedro.logato


Rio - A pergunta que mais se ouve nas ruas é: vai dar para escapar? No caso, são os torcedores de Vasco e Fluminense no desespero e há até mesmo grande interesse de outras torcidas sobre o destino dos dois cariocas.

Há leve esperança generalizada, mas só os muito apaixonados e otimistas acham que vão terminar felizes, apesar de já estar garantida a queda de pelo menos um dos times. O Vasco parece ter possibilidade melhor porque, se ganhar do Atlético-PR, ficará dependendo só de uma vitória do Botafogo no Rio, perfeitamente possível. Mas com o atual futebolzinho vai dar para o Vasco vencer? Pode ser, mas é pouco provável, ainda mais que há muitas hesitações em relação à escalação com a possibilidade da volta de Jomar e Wendel e do aproveitamento de Bernardo, este um bom jogador, mas ainda pouco confiável.

Adilson ou Dorival%3F Pelo menos um dos treinadores será rebaixado para a Série BArte O Dia

O Flu parece juntar os cacos, faz corrente de fé e apela a João de Deus. Como era difícil evitar, o emocional do time é muito ruim, com tantas mudanças de treinador. É possível que o Flu tenha até mais chances de vitória que o Vasco, mas a sua combinação para não cair é mais problemática. Nada está fácil.

SEM TÉCNICO

O Botafogo anda tão sem comando que pode se dizer que vai entrar em campo domingo com um ex-treinador. Oswaldo de Oliveira está praticamente fora do clube e já acertou a sua vida no Santos. O negócio só vai dar para trás se surgirem fatos novos muito relevantes, mas isso é quase impossível, até no caso de classificação do Botafogo. De qualquer forma, foi tudo mal conduzido, no atropelo, prejudicando o ambiente interno e é mais uma da razões que explicam o fracasso alvinegro.

COM DIGNIDADE

Não se pode dizer que a Ponte Preta conseguiu um bom resultado ao empatar o primeiro jogo da final com o Lanús no Pacaembu. O favoritismo continua do lado portenho e não será fácil voltar com o título de Buenos Aires. Mas a atuação da modesta Ponte foi digna e ninguém se apequenou em um momento decisivo. Foi uma partida equilibrada, disputada com muita garra e até os gols foram parecidos, ambos de falta, o da Ponte em bela cobrança de Felipe Bastos.

DIA DE FESTA

A mídia e a Fifa de Joseph Blatter celebram hoje um grande dia, embora seja apenas um sorteio da fase preliminar da Copa. O ambiente não poderia ser melhor, com sol, praia, drinques, encontros sociais e alguma diversão com as bolinhas que vão cair. Mas que ninguém se preocupe demais nem leve a sério o que é apenas um espetáculo lúdico. Os melhores times da Copa só vão se encontrar a partir das oitavas, ou até da quartas. Até lá tudo será somente um show da Fifa.

A COR QUENTE

A grande sensação da semana é ‘Azul é a cor mais quente’, do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, que ganhou este ano a Palma de Ouro em Cannes, concedida também às atrizes Léa Seydoux e Adéle Exarchopoulos. Um mergulho de quase três horas na intimidade de duas jovens. Quem não se importa com um estilo lento embora belíssimo, vai encontrar encanto nessa obra. Outra boa estreia é ‘À procura do amor’, último filme de James Gandolfini.

CURTINHAS

Boa notícia no vôlei é a breve recuperação de Mari, que já foi fundamental na Seleção. Talvez o seu espaço já esteja ocupado pela talentosa renovação, mas seria bom vê-la de novo brilhando nas quadras — quem sabe na próxima Olimpíada. Ela sempre foi acima da média.

Pelé é um gênio e foi o maior jogador do país. Mas como o país se chama Brasil, tem sido sempre criticado pelo que diz e pelo que não diz, ao contrário dos argentinos, como Maradona. Pelé se cansou e não quis correr o risco de, no sorteio da Copa, ser rotulado de pé-frio.

Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado ao comparar o atraso nas obras da Copa do Mundo com as noivas que chegam tarde à Igreja, mas sempre casam. Muita gente custou a acreditar na comparação inoportuna e absurda.

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