Esquadrão Olímpico para 2016

Ex-competidores viram líderes de competição e usam a experiência nos Jogos a serviço do Rio

Por rafael.arantes

Rio - Experiência em Olimpíadas não falta a esse trio: Sebastián Cuattrin competiu em quatro edições na canoagem, Walter Boddener teve três participações, como técnico e também como coordenador da vela, e a sul-africana Colleen Orsmond remou pelo seu país em Atlanta (1996) e Sydney (2000). Agora, eles colocam esse currículo a serviço do Rio: os três são os primeiros líderes de competição trabalhando em tempo integral no comitê, com a missão de gerenciar as disputas de suas modalidades para os Jogos de 2016.

“Sem eles a gente não tem a competição durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos”, resume o gerente-geral de competição esportiva do Comitê Rio-2016, Rodrigo Garcia, explicando que outros líderes já estão trabalhando, mas não ficam em tempo integral no comitê.

Rio 2016 terá esquadrão de eliteAndré Mourão / Agência O Dia

Segundo Rodrigo, os líderes realizam o gerenciamento da competição e são responsáveis por garantir que a área de disputa atenda à demanda técnica do esporte. Um exemplo é que a competição da vela esteja de acordo com os critérios da Federação Internacional da modalidade.

Animada com a chance de trabalhar no Rio, depois da experiência na Federação Internacional de Remo, a ex-remadora Colleen Orsmond destaca a sede da modalidade em 2016: a Lagoa Rodrigo de Freitas. “Para o remo, é especial ter um local de competição no meio da cidade. É uma grande oportunidade para o esporte”, comenta a sul-africana.

CONDIÇÕES DA VELA
Já Walter Boddener, experiente como técnico de iatismo, conta como surgiu a chance de trabalhar no Rio-2016: “Eu me inscrevi, fui passando nos processos e um dia recebi um e-mail bem interessante dizendo que tinha sido um dos escolhidos. É um desafio.”

Como líder na vela, ele acompanha a situação da Baía de Guanabara, que sofre com a poluição. “A saúde e o bem-estar dos atletas são a nossa prioridade. O Rio-2016 não tem dúvidas de que a condição da água nos Jogos e nos eventos testes permitirá aos atletas competirem com o melhor de sua capacidade em alguns dos cenários naturais mais espetaculares do mundo”, afirma ele.

Walter ainda destaca que o governo do estado apresentou ações para promover melhorias na Baía de Guanabara.

VIVÊNCIA É ALIADA AO CONHECIMENTO EM GESTÃO
A experiência como competidores, aliada ao conhecimento em gestão, é o segredo para o bom trabalho dos líderes. O ex-canoísta Sebastián Cuattrin, por exemplo, competiu quatro vezes nos Jogos e tem no currículo um curso de administração esportiva.

“A gente tenta trazer um pouco disso para a equipe: pessoas que têm conhecimento prático, mas também se especializaram no lado teórico. Só a prática não garante que eles entreguem a competição com a excelência que é preciso”, diz Rodrigo Garcia.

Sebastián Cuattrin concorda: “Facilita ter vivido o lado do atleta. A gente sabe o que é bom e o que é ruim para eles. Mas também fiz um curso de administração esportiva do COI, fui supervisor da Seleção e depois gerente do centro de treinamento”.

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