Por victor.abreu

Rio - Depois de Jérôme Valcke, agora foi a vez de Joseph Blatter criticar o andamento das obras no Brasil. O presidente da Fifa afirmou que um mundial nunca esteve tão atrasado quanto o do Brasil. A principal preocupação dos dirigentes do órgão são as obras em Curitiba. Apesar das reclamações, Blatter se mostra confiante com o resultado final.

Blatter se mostra preocupado com o BrasilReuters

"O Brasil está mais atrasado na preparação que a África do Sul no mesmo período. Mas não duvido que um grande país de 200 milhões de habitantes organizará um grande Mundial de futebol", disse Blatter em entrevista à revista 'France Football'.

Na semana passada, o presidente da Fifa, ao encontrar com a presidente Dilma Roussef, em Zurique, comentou sobre o assunto. O andamento das obras e garantias de um bom Mundial foram colocados em pauta durante a conversa.

"É a primeira vez que um país tinha sete anos para organizar um Mundial e tem atraso. Troquei mensagens com Dilma e ela me disse que o país estará pronto", disse o presidente da Fifa.

Sobre os próximos Mundiais, de 2018 e 2022, Blatter elogiou os andamentos na Rússia (país-sede de 2018) e criticou a União Europeia pelas investigações a respeito de uso de mão de obra escrava nas obras no país do Oriente Médio.

"Todo o mundo se mete, as organizações de trabalho, as ONG, inclusive a Comissão Europeia. Por que se preocupam com um Mundial que acontece na Ásia? Se a UE quer proteger os operários, deveria vigiar as grandes empresas que trabalham nas infraestruturas do Catar, que em sua maior parte são europeias, sobretudo francesas e alemãs", afirmou Blatter.

Sobre a possível reeleição em 2015. Blatter disse não se sentir cansado para pensar em parar: "Faz 39 anos que estou na Fifa. Tenho dois corações, o da vida e o do futebol", finalizou.

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