Márcio Guedes: Cariocas têm três clássicos decisivos

Fluminense está de olho na liderança, enquanto Flamengo e Botafogo lutam para se afastar da zona de rebaixamento

Por bernardo.argento

Rio - É uma animada despedida para os cariocas antes da Copa. Para o Flu, mais uma oportunidade de alcançar a liderança se tiver uma ajudinha do Fla. O Tricolor precisa mostrar um pouco mais do que contra o Galo porque não adianta só posse de bola, sem objetividade. Fred faz falta, mas Walter está lá e há outros nomes ilustres. Com Flamengo e Botafogo, é outra história.

Os dois querem só se distanciar da zona do rebaixamento e, no caso, do Fla, sair dela. Duas missões bem difíceis porque o Botafogo, sem Sheik, o seu maior trunfo, encara um Corinthians em ascensão no Itaquerão e não será moleza derrubar o time de Mano. O desafio do Fla é pior porque enfrenta o líder que vem mordido por uma derrota e precisa se reencontrar.

Há uma sensível diferença técnica, até porque o Rubro-Negro de Ney Franco anda perdido e não venceu um só jogo. Mas, como o futebol tem os seus caprichos e o Flamengo às vezes tira água de pedra, quem sabe, depois de tropeçar no lanterna, não derruba o líder?

Tudo estranho

O Flamengo está meio confuso e parece com dificuldades em acertar nas medidas adequadas. Essa agitação se reflete na crise com Felipe, que brigou e se reconciliou, e, depois, foi desligado da delegação. Ele será, aparentemente, negociado. Enquanto isso, o presidente resolve entrar de férias em um momento crítico e se fala de uma maneira errática em grandes contratações, enquanto o dia a dia é um tormento. Já Ney Franco, que veio para salvar a pátria, sofre contestações internas.

Ilusões

Em uma espécie de imitação barata das estratégias do Flamengo, o Botafogo tenta fazer esquecer a sua fase tenebrosa admitindo também a possibilidade de grandes contratações e até os nomes de Robinho e Fernandinho, do Galo, vêm à tona. Só pode ser piada em um clube endividado, que mal paga os salários e que, pelo menos neste ano, não tem solução à vista. Seria melhor tentar fazer o feijão com arroz com dignidade e procurar fortalecer as divisões de base.

A apatia

A psicóloga da Seleção manifesta temores de que um certo desinteresse do povo pela Copa possa afetar negativamente os jogadores. Mesmo respeitando-se o seu currículo e a sua competência, deve-se descartar essa possibilidade porque, sem oba-oba e muita euforia, até ajuda a criar um clima mais ameno. Esse aparente desinteresse vai se dissipar durante a Copa com a chegada dos torcedores, a massificação da mídia e os estádios lotados. Não vão faltar apoio e emoção.

Time pronto

A confirmação oficial do time titular de Felipão mereceu a devida atenção da mídia, embora não fosse novidade nenhuma. Aliás, esse é um grande trunfo do Brasil — ter a formação na ponta da língua dos torcedores depois do sucesso na Copa das Confederações. Claro que nada garante novo êxito automático, mas é uma ótima base e, se for necessário, haverá uma ou outra mudança. Talvez em uma posição do meio-campo ou no gol. Importante é o entrosamento junto com a confiança

O vôlei em um momento de transição

Tanto o vôlei masculino quanto o feminino atravessam momento de transformação em que a missão principal de Bernardinho e Zé Roberto será avaliar qual a melhor fórmula para um mix entre novos e veteranos. As meninas cortaram um dobrado em Montreux e até perderam para o time B da Rússia. Só Gabi brilhou e a equipe ficou meio travada. Já o masculino também não se acertou contra a Polônia, em casa, pela Liga Mundial, embora Lipe tenha sido boa surpresa.

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