O duelo entre a correria e a técnica

G-4 do brasileiro reúne dois estilos diferentes de jogar

Por edsel.britto

Rio - No G-4 do Brasileiro, depois de 13 rodadas, estão, obviamente, os times de melhor performance no primeiro terço do campeonato. Ainda bem que, mesmo pequena, a vantagem está com os dois times de melhor padrão de jogo, que tratam bem a bola, conciliam o futebol de competição com a tradição de categoria do futebol brasileiro.

Dá gosto ver jogar Cruzeiro e Fluminense, exatamente pelo que exibem de criatividade e beleza no meio-campo, algo raro hoje em dia e que não foi visto na Seleção durante a Copa. Marcelo Oliveira tem em Lucas Silva, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart jogadores refinados, de toque de bola e que sabem concluir. O Fluminense armou o novo esquema com Cícero, Conca e Sóbis, os seus pilares.

Os dois times dispõem de excelente banco e todos os jogadores têm compromisso com a marcação. Mais moderno, impossível. Os outros dois do G-4, Corinthians e Inter, não trazem nada de novo, a não ser muito empenho e um time bem compactado, dentro da conhecida filosofia de Abel e Mano. Nesse duelo de estilos, o êxito de Cruzeiro e Flu faria muito bem ao futebol brasileiro.

Estilo de jogo do Fluminense encanta os torcedoresDivulgação

Brilha o sol

A coisa no Flamengo está tão difícil que Vanderlei, velho de guerra, perdeu um pouco a medida das coisas.Gastou muito tempo falando do sol intenso que brilhava em Chapecó, o que justificaria o gol da Chapecoense e não apenas isso, mas a derrota. O goleiro poderia culpar, de passagem, o nosso astro-rei, mas insistir nisso para justificar toda uma atuação muito ruim só pode ser piada. Seria melhor uma análise mais lúcida e realista do péssimo momento.

O novo líder

Se Jefferson é a referência técnica do Botafogo, Emerson virou uma espécie de líder para assuntos externos. Sem problema de salário, com uma excelente carreira, Emerson pode ser irreverente e exibicionista, mas é uma pessoa íntegra e transparente. Caiu meio de para-quedas no Botafogo e dentro do caos, tem-se portado muito bem, com dedicação em campo e honrando a camisa do clube. Por isso, é um porta-voz confiável e os dirigentes têm mais é de honrar seus compromisso.

Tá difícil

Infelizmente, a experiência no Palmeiras com um técnico estrangeiro não vem dando certo. Não por boicote ou por incompetência de Ricardo Gareca. Mas por falta de uma estrutura melhor do clube e, principalmente, porque o elenco não ajuda.Os maus resultados se acumulam e quem pode duvidar que, daqui a pouco, a situação não ficará incontrolável? É uma pena, o que seria mais um argumento dos que não admitem o trabalho de estrangeiros na renovação tática do nosso futebol.

Memória

Por todas as razões, foi muito bom ver no telão do Maracanã as grandes jogadas e os gols inesquecíveis do Casal 20, Assis e Washington. A vida não vale só a partir do momento em que a pessoa nasce. Passado, presente e futuro têm tudo a ver entre si. E a oportunidade da homenagem foi perfeita porque o atual time do Fluminense, com jogadores talentosos como Conca, Cícero e Sóbis ensaia uma bela fase com a maquininha bem azeitada, tradição desde os tempos do presidente Horta.

Novos nomes para Dunga arejar a Seleção

Com um pouco de ousadia e bom senso, Dunga pode começar a pensar em uma nova seleção com jogadores que se destacam no Brasil e outros esquecidos no exterior. Na próxima convocação, não seria ruim se a relação incluísse nomes como Lucas Silva, Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro, Sóbis, Jean, Gil, Jádson, Alan Kardec, Philippe Coutinho e Miranda.

E se Dunga acreditar em uma recauchutagem, que prepare um novo Ganso. A mistura seria completada com Jefferson, Victor, Maicon,Thiago Silva, David Luiz, Luiz Gustavo, Lucas e Neymar.

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