Por pedro.logato

Rio - Com o mesmo número de pontos do Flamengo (13), o Botafogo só ocupa duas posições acima pelo saldo de gols, porque os dois times carregam a melancólica marca de três vitórias em 14 jogos. Mas é fácil perceber como a situação do Botafogo é pior: o poder ofensivo do time é inferior ao do Flamengo, que dispõe, pelo menos de um artilheiro, Alecsandro; os salários na Gávea não estão tão dramaticamente atrasados; a crise política não se compara com a do Botafogo; e a torcida, mesmo nos piores momentos, empurra o time, como aconteceu contra o Sport, colaborando com a vitória.

O Botafogo chega a lembrar o Vasco do ano passado, com a vantagem de ter um bom goleiro, ao contrário dos vascaínos, que tinham muitos e nenhum. O problema é que o nível de motivação dos jogadores é baixo, a pressão aumentará cada vez mais e a falta de poder ofensivo parece chocante. E esperar que Emerson, sozinho e ainda vinculado ao Corinthians, e Carlos Alberto, sempre lesionado, resolvam, é acreditar no coelhinho da Páscoa.’

Botafogo vive momento complicadoDivulgação

OS FUROS

Dória é um dos jogadores mais valorizados do Botafogo e, por isso, os seus salários foram pagos com preferência, para que o clube não o perdesse. Diz-se que na Europa já houve propostas próximas a 15 milhões de euros. Mas, talvez pela crise no clube, pela cabeça longe ou pela imaturidade, Dória vem falhando em quase todos os jogos. Em bolas altas contra Flamengo, Cruzeiro e Atlético-PR, lá se foram, pelo menos, quatro pontos. Desse jeito, o seu desfalque contra o Flu não vai preocupar.

DEMORA

O técnico Vanderlei Luxemburgo não conseguiu ainda encontrar nem esquema nem time ideal para o Flamengo, tanto que, domingo, começou com uma formação que poucos esperavam e, depois, fez correções, acertando com a entrada de Eduardo da Silva. Não será tarefa fácil porque esses jogadores do Flamengo, assim como a maioria no país, se um dia resolvem, no outro, não. A princípio, Cáceres, Eduardo da Silva, Everton e Alecsandro parecem os mais estáveis.

VARIAÇÕES

O Coritiba surpreendeu o Fluminense, sábado, com atuação muito boa, apesar de ser tecnicamente bem inferior. Foi uma exibição taticamente perfeita, que deve servir de reflexão para Cristóvão Borges. Celso Roth povoou o meio-campo, mandou marcar em cima Sobis e Conca e quase parou o Flu. Seria bom um plano B ou até C para que o time pudesse ter outro escape em caso de necessidade. Falou-se muito em cansaço da viagem a Natal, mas só isso não explica a atuação ruim.

O MALDITO

De repente, ao lado de Fred, Felipão passou a ser amaldiçoado por muitos e talvez as exceções sejam mesmo os torcedores do Grêmio, que têm por ele carinho e reconhecimento. É cedo para se dizer se Felipão parou no tempo e vai se recuperar do desastre da Copa. Ele já vinha mal nos tempos recentes, mas, agora, na estreia, a derrota foi normal pela superioridade técnica do Inter, cujo meio-campo é muito forte, com Aránguiz e D’Alesandro. Nessa, não dá para culpar o homem.

OS ÁRBITROS CONTINUAM FROUXOS E INTIMIDADOS

O torcedor que se prepare para muitas lambanças no Brasileiro. Os jogadores andam nervosos, até porque vários têm a bola como obstáculo, há muita reclamação e pancadaria e os árbitros estão quase todos assustados e compactuando com jogadas desleais, só começando a puxar cartões ao se sentirem inseguros. Até mesmo providências simples e eficazes, como o ‘spray’ para a marcação das faltas (evitando tumulto e respeitando os cobradores), têm sido esquecidas. A impressão é que eles não estão orientados e não há critérios definidos.

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