Os milionários acordaram o Botafogo

Alvinegro jogou mais leve com a garantia de que os salários seriam pagos

Por bernardo.argento

Rio - Aparentemente, as crises do meio de semana acabaram abalando mais o Fluminense do que o Botafogo. Nos primeiros 45 minutos, isso já era muito evidente. O Fluminense não tinha aquela vistosa mobilidade que o levou a várias vitórias no campeonato e, com Conca muito marcado, as coisas não fluíam. 

Ao contrário, o Botafogo parecia mais leve, como se a garantia dos pagamentos de salários pelo grupo de milionários tivesse aliviado o grupo. Poucos passes errados, Zeballos finalmente jogando bem e uma escalação que permitia uma melhor aproximação ofensiva. O domínio alvinegro mostrava um time melhor, mas não se materializava em gols.

Em meio à sua reação, o Botafogo quando ninguém esperava, faturou. Um bom passe de Zeballos e, afinal, um belo chute de Daniel abriu o placar. Logo depois, era vez de Ferreyra cruzar para o segundo gol, agora de Zeballos. E ainda houve tempo para um novo capítulo do calvário de Fred com a perda do pênalti. Uma vitória que segura a crise do Botafogo

Na medida

O Flamengo usou a estratégia certa para vencer o Coritiba e trazer três pontos importantes do Paraná. Jogou com muita cautela, só no contra-ataque e com uma marcação forte em quase todos os setores de campo. Aliás, a melhoria na marcação é a principal marca da era Vanderlei e, por isso, o time venceu três jogos por 1 a 0. Como conseguiu seu gol na fase inicial, o Flamengo viu a sua missão facilitada e conseguiu controlar o jogo. O prêmio foi afinal, a saída da zona de rebaixamento.

Personalidade

De todos os jogos do Vasco na Série B, o de sábado foi o mais importante não apenas pela vitória que deixou o time na liderança por pontos mas que mostrou, pela primeira vez, a personalidade de um grande com camisa e futebol para subir sem solavancos para a Primeira Divisão. Guiñazu fez mais uma excelente partida e Douglas teve momentos tecnicamente brilhantes e ainda se recuperou do pênalti perdido com um gol em excelente cobrança de falta.

Chega de pane

A Fifa já fez o relatório sobre a Copa e se referiu à participação do Brasil como ‘deplorável’ e a eliminação como resultado do caos ofensivo e defensivo.É bom que os treinadores se convençam de que não houve apenas um acidente de percurso. Falar tanto em pane de alguns minutos é fazer pouco da inteligência alheia. Só uma revisão de conceitos resolverá. O pior é que bons treinadores como Cristóvão Borges ensaiam o mesmo discurso, como se viu na Copa do Brasil.

Mãos à obra

Dunga anda fazendo um bom diagnóstico do futebol brasileiro falando até da estrutura ruim e da necessidade de mudanças drásticas. E reconhece que estamos defasados e precisando de nova postura porque já não temos o melhor futebol do mundo.Ótimo.Resta saber se, através da mudança de nomes mas, sobretudo, de um trabalho sério, irá se recuperar o tempo perdido.Se a ação irá se encaixar com as palavras. De saída, ter Marín como patrão não ajuda nada.

O basquete brasileiro já mudou de patamar

Quem assistiu ao amistoso do Brasil contra os EUA, em Chicago, no amistoso de sábado, não poderia pretender uma vitória brasileira mas já viu uma seleção com um mínimo de possibilidades de fazer jogo duro contra poderosos adversários. E, em alguns momentos, houve certo equilíbrio, mas as alternâncias proporcionadas pelo banco americano sempre desequilibravam. Falta muito para chegar a um alto nível e há muito a evoluir, mas as possibilidades de fazer um bom Mundial são cada vez maiores.

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